As coisas no Tocantins sempre sobem de tom quando o assunto é eleição. A escolha da diretoria do Sebrae que acontece amanhã, sexta-feira, 10 promete ser o primeiro choque de forças entre o grupo de Gaguim e o grupo de Siqueira depois das eleições de outubro. Desconfiado de que André Luiz de Matos Gonçalves poderia dar um voto digamos, independente, o governador Carlos Gaguim o demitiu ontem, por telefone, pondo fim a um dos acertos administrativos de sua gestão: é fato incontestável o quanto a Unitins se fortaleceu na gestão do procurador.
A briga entre o atual superintendente do Sebrae, Paulo Massuia e a funcionária de carreira do Basa, Benildes tem ingredientes dignos dos que uma eleição convencional tem: articulação para nota de apoio de associação representativa de servidores, factóides na imprensa como o desmentido em nota do presidente da Fieto, Roberto Pires, viagens à Brasília em busca do apoio do sebrae nacional e... há que se supeitar, pode ter até escuta telefônica para saber em quem as pessoas vão votar.
Divisão dos votos caminha para o empate
O que o reitor demitido tem com isso? Ele ERA um dos onze votos que definirão quem comandará o Sebrae daqui pra frente. E a divisão de apoios e simpatias está acirrada. Massuia conta com o apoio do Banco do Brasil (será que terá mesmo?) do qual é originário, contava com os dois votos do governo (Unitins e Secretaria de Indústria e Comércio), da Faciet (já que Jarbas Meurer concorre na sua chapa) e o da Faet, de Júnior Marzola. São cinco.
Benildes tem o dela (Basa) e os do PT, já que Edson Cabral está na sua chapa: SEBRAE Nacional possivelmente vota com ela, UFT também, pela ligação entre Alan Barbiero e Cabral, o voto da CAIXA possivelmente é o mesmo do bloco do governo federal, e o da Fieto. Ou alguém acha que depois dessa nota, Roberto Pires vota em Massuia? São cinco.
Hugo de Carvalho pode ter que votar duas vezes
O fiel da balança termina sendo a Fecomércio, um voto até aqui não sinalizado. A ligação de Hugo de Carvalho com o casal Agnolin pode sinalizar o voto em Massuia, que tem o apoio de Gaguim, mas será que isso realmente vai acontecer?
Digo será, por que a demissão de André pode significar nulidade do voto da Unitins. Afinal, a eleição é amanhã, e não haverá tempo para posse da nova reitora - que deve ser numa sessão ordinária - ou vai dar tempo de mudar o regimento também? O engraçado nisso tudo é que o presidente da Fecomércio, é presidente do Conselho, e em caso de empate de votos, cinco a cinco, tem a prerrogativa de votar duas vezes. É a regra: o presidente é quem desempata, voto minerva.
Quem fala menos,esconde melhor o jogo
As dúvidas são muitas em torno desta eleição, até por que quem parece votar para um candidato, pode no final estar guardando segredo de suas intenções de votar no outro. Só que no Tocantins de hoje em dia está difícil guardar segredo sobre alguma coisa com tanta gente falando ao telefone. Desde a eleição ao governo que estratégias são descobertas com grampo, oficial ou não. O sistema Guardião (as famosas maletinhas que andavam por aí em vans com números grampeados na campanha), custa na China algo em torno de R$ 150 mil, me confidenciou um amigo que é do ramo.
Portanto, quem quer vencer as eleições no Sebrae tem que falar menos por telefone e mais pessoalmente. Taí um reitor demitido há 20 dias do fim do governo - por telefone - para não em deixar mentir.
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