Estaduais e federais: a conta dos que caminham para ser eleitos

Paralela à guerra que se tornou a eleição para governador nesta última semana que precede as eleições, outra movimentação intensa acontece na véspera do dia em que serão definidos deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente em...

Se um cargo majoritário como o de governador, para o qual se percebe o menor índice de indecisos, causa polêmica quando se trata de antecipar quem tem mais chances de ser eleito, os candidatos a cargos proporcionais formam um quadro mais difícil ainda de arriscar palpites.

A movimentação nas ruas de deputados federais e estaduais que buscam sua reeleição, e a capacidade de mobilização e visibilidade alcançada por novos candidatos traçam, no entanto, um quadro claro de possibilidades de eleição. Entre certezas e dúvidas confira como está cada coligação.

Para deputado federal, cada coligação lançou apenas uma chapa, o que faz com que os mais votados sejam eleitos em cada uma delas.

Para deputado estadual, são quatro coligações: Força do Povo II – PPS, PDT, PMDB, PSB, PP e PDT e Trabalho e democracia – PT, PRP, PC do B, PSL, PHL, PSDC concorrendo com o grupo governista. Do outro lado, a Frente TO Levado a Sério - PSDB, PMN, PV, PTC, PRTB, PT do B; a União para a Vitória – PR, PSC, PTB, PSC e o Democratas agregam os candidatos oposicionistas.

Federais e estaduais da Força do Povo

A coligação Força do Povo deve fazer a maioria dos deputados federais e estaduais, num indicativo de que a mobilização do grupo encabeçado pelo governador Carlos Gaguim foi maior durante toda a campanha. A expectativa é de que cinco das oito vagas para federal devam ser ocupadas pelos candidatos da coligação.

Figurando entre os favoritos estão Júnior Coimbra (PMDB), Moisés Avelino (PMDB), Angelo Agnolin, Laurez Moreira e Lázaro Botelho. Lutando com boas chances vêm nomes como o presidente do PMDB, Osvaldo Reis e o estadual César Hallum. Do PT, há grande expectativa entre os nomes de Darci Coelho e Donizete Nogueira, embora não figurem na relação dos mais votados na pesquisa interna. José Messias e Maria Helena Brito Miranda são incógnitas.

Para a Assembléia Legislativa, algumas confirmações nítidas são os nomes de Josi Nunes (PMDB), Sandoval Cardoso(PMDB) e Iderval Silva (PMDB), os dois primeiros, com votações acima de 20 mil votos. É grande também a movimentação e confiança em torno de Eli Borges (PMDB)  Eduardo do Dertins (PPS) e Manuel Queiroz (PPS). Raimundo Palito (PP) e Stálin Bucar (PR) devem ser reconduzidos, este último integra a bancada do governo, mesmo pertencendo aos quadros do PR. Do PT, Solange Duailibe caminha para ser reeleita.

Dos novos postulantes, estão com um pé na Assembléia: Wanderley Barbosa(PSB), José Augusto (PMDB), Sargento Aragão (PPS), Jorge Frederico(PMDB),Vilmar do Detran. Nomes fortes na disputa são ainda os de Ricardo Ayres(PMDB), Bismarque do Movimento (PT) e Carlinhos Furlan (PT). Na mesma coligação com o PT, o ex-vereador Tenente Célio também busca a eleição.

TO levado a Sério caminha para três federais e dez estaduais

Na coligação Tocantins Levado a Sério, a mobilização de campanha dos últimos dias mostra um quadro de votos com alcance para a eleição de três deputados federais. A lista de favoritos é encabeçada por Eduardo Gomes (PSDB). O DEM tem dois candidatos bem posicionados na disputa: Professora Dorinha e Irajá Abreu. No PR a briga acontece entre a federal Nilmar Ruiz, que postula reeleição, seguida por Otoniel Andrade, Ronaldo Dimas e Goiaciara Cruz. Na mesma coligação concorre Maurício Rabelo, cuja votação é uma incógnita, uma vez que seus votos são dispersos por todo Estado.

Para a Assembléia Legislativa, deve sair da coligação o deputado estadual mais votado. A se manter o prognóstico das consultas internas, Marcelo Lélis liderará a eleição desta vez. É grande também a expectativa de votação da deputada Luana Ribeiro (PR). Do bloco da TO Levado a Sério, é aguardada a reeleição dos seguintes deputados: José Geraldo(PTB), Amélio Cayres(PR), Osires Damaso(DEM) e Toinho Andrade (DEM). No PSDB, é dada como certa a reeleição de Raimundo Moreira.

Entre os novos postulantes com boas chances de eleição estão o ex-deputado federal Freire Jr.(PSDB), e o vereador da capital, Valdemar Júnior (DEM).

Na berlinda

Dois deputados estaduais cujas reeleições não estão garantidas, conforme fontes internas consultadas pelo Site RT,são o Pastor Pedro Lima, e o médico José Vianna. No caso dos federais, a perspectiva é de renovação de 50% da bancada. Novos nomes que chegaram com boa mobilização e estrutura durante toda a campanha estão fazendo a diferença na reta final.

Indecisos e crescimento da oposição pode interferir

Dois fatores ainda podem interferir nesta reta final na eleição dos deputados: o alto número de indecisos e o crescimento da campanha da oposição nos últimos dias. Caso isto se confirme, poderá haver mudanças no número de eleitos por cada grupo. O eleitor sem candidato na proporcional tende a votar na legenda, o que acaba permitindo a eleição de candidatos em uma coligação, com número inferior de votos a outros, derrotados em legendas mais “pesadas”.

Para federal por exemplo, o número de indecisos no começo desta semana estava na casa de 60% dos eleitores. O total de votos válidos, estimados pelo TRE na casa dos 700 a 750 mil votantes também interfere na definição do índice necessário para que a legenda faça um parlamentar.

Com o trabalho dos candidatos nas ruas, cabe ao eleitor decidir, e aguardar amanhã, ás 18h30, o resultado final das urnas. Este, que será transmitido pelo Site Roberta Tum simultaneamente com o TRE.

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