A sucessão na presidência da Assembléia Legislativa já está movimentando as discussões de bastidores, especialmente dentro do grupo governista, que passará a fazer oposição a partir do próximo ano. O governador eleito, Siqueira Campos, vai administrar durante o mês de janeiro, com a composição atual da Casa, mas a partir de fevereiro o legislativo passará a ser composto pelos oito novos deputados eleitos, que vão se somar aos dezesseis que garantiram a reeleição.
O quadro sucessório está colocado com dois favoritos: Eduardo do Dertins(PPS) e Sandoval Cardoso(PMDB), dentro do bloco governista. Dois outros peemedebistas se articulam: Josi Nunes (PMDB), atual líder do governo e Iderval Silva (PMDB), líder da bancada. Corre por fora o deputado Stálin Bucar(PR), que compõe com o grupo governista, embora tenha conquistado a reeleição com legenda cedida pelo senador João Ribeiro(PR), um dos principais aliados do novo governador.
De fontes governistas ouvi que nenhum dos candidatos fecha o apoio dos outros 15. Eduardo do Dertins, mais experiente que Sandoval, tem resistências, sendo a principal delas da parte de Josi Nunes, com quem disputou a prefeitura de Gurupi. Josi por sua vez tem a resistência de Eduardo. Sandoval tem a rejeição de Amália Santana, também em virtude da disputa em Colinas envolvendo seu irmão, José Santana e Marcela, esposa de Sandoval. Mas a resistência a Sandoval não seria apenas da petista.
Solange pode ser alternativa
Nos corredores do Palácio Araguaia surgiu um novo nome no final da semana: Solange Duailibe(PT). As vantagens são grandes de uma articulação neste sentido, por vários motivos. No raciocínio governista, a primeira-dama da capital, uma vez alçada ao posto não enfrentaria resistências entre os colegas de grupo mantendo os quinze votos reunidos num bloco só, sem deserções que permitissem à bancada de sustentação do novo governo entrar fevereiro com maioria e fazer o presidente.
Do equilíbrio de forças na Assembléia Legislativa depende, entendem alguns, a autonomia para exercer realmente a função de deputado. De um dos protagonistas desta história, ouvi na manhã desta terça-feira nos corredores da Assembléia que “ser oposição não é para todo mundo”. É que tem gente neste grupo de parlamentares pertence a bancada de governo com todos os benefícios que isto representa há quase 16 anos, somados os mandatos de Siqueira e de Marcelo, com o último finalizado por Carlos Gaguim.
Outra interrogação é sobre a interferência que o governador que finaliza o mandato e que tem estreitas ligações com a Casa terá nesta sucessão. De certo mesmo, é que não há um líder consensual entre os atuais, nem entre os eleitos. Não há uma voz cuja articulação seja seguida de maneira unânime pelos deputados da base governista.
É aí que podem surgir no fiel da balança, outros líderes, conduzindo um processo que começa agora, mas terá repercussões lá em 2014. Ano passado o fator decisivo no processo de transição de governos foi o senador João Ribeiro (PR). Uma coisa é certa: Se a “situação” não se organizar logo, pode chegar à oposição em minoria e sem presidente. Numa piscada de olho.
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