Os "fakes" e a liberdade de expressão

A articulista e escritora Yanna Barbosa apresenta um artigo sobre o novo fenômeno virtual da atualidade o "Fake", que tem invadido a rede ocultados por caricaturas grotescas podiam, livremente, utilizar seu direito constitucional da liberda...

“Fake” é mais uma novidade na era digital. Significa “falso” em inglês, e na internet é aquele que não quer se identificar.

O que mais se viu nessas eleições foram “fakes”, que ocultados por caricaturas grotescas podiam, livremente, utilizar seu direito constitucional da liberdade de expressão.

Como é fácil! “Fakes” não são detonados, não são criticados, não são processados. Alguns chegam a ser admirados.

Até Jornais estão utilizando colunistas “fakes”, contrariando outro preceito constitucional que é a proibição do anonimato. Mas eles “bombam”, fazem o maior sucesso com os leitores. Escracham, humilham, curtem. Eles não existem, por isso podem falar.

Assinar uma opinião não é prá qualquer um não. Constantemente somos alvos de críticas. Mas estamos ali mostrando a cara. Mostrando coragem, profissionalismo e, sobretudo, assumindo posturas.

Um “fake” jamais será reconhecido nas ruas, jamais poderá sentir o orgulho de um filho.

Odeio filmes onde atores são substituídos por robôs. Que graça existe em admirar a interpretação de uma atriz programada para atuar?

Que graça existe em assistir uma orquestra sinfônica regida por um robô?

Que graça existe em ler um texto que você nem imagina o perfil de quem escreveu?

Acompanhamos jornalistas e articulistas defendendo idéias, prestando serviço. Alguns com mais outros com menos profissionalismo. Mostrando suas técnicas, expondo sua imagem. E ainda são criticados por isso. Eles são reais.

Confesso que tudo isso me preocupa. O mundo virtual está literalmente, substituindo o real. Estamos a um passo de seguir apenas idéias e não pessoas.

O amigo imaginário que minha filha teve na infância volta com força total. Ele agora conversa com ela através das teclas de um computador.

Aprendi desde muito cedo que “vai o homem e fica o nome”. Nome e sobrenome.

Conquistamos a liberdade de expressão para podermos falar e assinar em baixo. Parabéns a todos aqueles que conseguiram passar por esse processo eleitoral defendendo suas opiniões com sua foto bem nítida estampada em redes sociais, jornais e televisão.

Independente da linha de pensamento, você é admirado por sua coragem.

Assino em baixo.

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