Polícia Civil indicia dez pessoas em investigação sobre fraudes na gestão das UPAs

Inquérito da Operação Falsa Emergência apontou indícios de direcionamento de contrato, corrupção e lavagem de capitais; três investigados continuam presos preventivamente

Crédito: Marcelo Les/Comunicação DPE-TO/Arquivo

A Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) da Polícia Civil do Tocntins concluiu o inquérito policial da Operação Falsa Emergência. O procedimento investigou supostas irregularidades na celebração de parceria para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no município de Palmas. Dez pessoas foram indiciadas e os autos foram remetidos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual (MPTO).

 

A investigação começou a partir de uma requisição do MPTO. Ao longo do processo, foram realizadas análises documentais, diligências de campo, monitoramentos, oitivas de testemunhas e investigados, além de exames de informações financeiras e patrimoniais.

 

Segundo o relatório da Decor, foram identificados indícios de direcionamento da parceria, com supressão de etapas legais, elaboração de documentos e manifestações administrativas incompatíveis com a cronologia dos fatos, além de mecanismos para conferir aparência de regularidade ao procedimento e possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos.

 

A apuração também apontou indícios de atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para a formalização do contrato, bem como elementos relacionados à obtenção de vantagens indevidas, ocultação de patrimônio e adoção de medidas para dificultar o esclarecimento dos fatos.

 

Os dez investigados foram indiciados, conforme a conduta individualizada, pelos crimes de:

- Peculato-desvio e peculato culposo;

- Corrupção passiva majorada e corrupção ativa majorada;

- Associação criminosa;

- Lavagem de capitais;

- Favorecimento pessoal e falso testemunho.

 

Três dos indiciados permanecem detidos em prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, as prisões foram mantidas devido a tentativas de obstrução do andamento da investigação, visando a proteção da regular persecução criminal. O caso segue agora para análise dos órgãos judiciais cabíveis.

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