Artesanato do Tocantins brilha na abertura do 22º Salão Nacional em São Paulo

Com peças em capim-dourado, bonecas Ritxoko e cerâmicas indígenas, estande coordenado pela Secult atrai lojistas e curadores em busca da ancestralidade e originalidade dos artesãos tocantinenses

Crédito: Caccau Ferreira/Governo do Tocantins

O artesanato tocantinense abriu participação no 22º Salão do Artesanato, realizado entre os dias 13 e 17 de maio, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, levando ao público nacional a riqueza cultural, os saberes ancestrais e a identidade dos povos tradicionais do Tocantins. O estande do Governo do Tocantins, coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), reúne peças em capim-dourado, cerâmicas indígenas, bonecas Ritxoko, esculturas em madeira e produções de comunidades quilombolas, indígenas do estado e demais artesãos.

 

Com um espaço marcado pelas cores e texturas da cultura tocantinense, o estande já desponta como um dos mais visitados da feira nesta abertura e tem grande procura pelos símbolos regionais. A estreia do salão também foi marcada pelo interesse de lojistas, curadores e visitantes que buscam peças carregadas de originalidade e identidade cultural.

 

A gerente de Economia Criativa da Secult, Leda Maria Tomazi, destacou a importância da participação do Tocantins em um dos maiores eventos do segmento no país. “O artesanato tocantinense carrega memória, território e ancestralidade. Estar neste salão é reconhecer o capital intelectual dos nossos artesãos e ampliar oportunidades de comercialização, é muito honroso participar desta equipe e reafirmar a potência cultural do Tocantins para o Brasil”, ressaltou.

 

A coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Tocantins, Núbia Cursino, enfatizou o papel da feira na valorização dos fazedores de cultura. “Cada peça exposta aqui representa uma história de vida, um saber tradicional e uma cadeia produtiva que movimenta comunidades inteiras. O salão é uma vitrine importante para conectar nossos artesãos ao mercado nacional”, afirmou.

 

O representante do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, secretário nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Daniel Papa Garcia, destacou a relevância da presença dos estados na promoção da diversidade cultural brasileira. “O artesanato é patrimônio cultural e também instrumento de desenvolvimento econômico. Eventos como este, além de fortalecer a geração de renda, preservam tradições e também valorizam os mestres e artesãos de todas as regiões do país, permitindo que nossas políticas públicas cheguem a todos os cantos do Brasil”, declarou. 

 

Do Tocantins para o mundo

Nesta edição, participam oito artesãos tocantinenses, entre povos quilombolas, indígenas, e mestres e mestras da cultura popular do estado, selecionados via edital, obtiveram o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura, em parceria com a Programa do Artesanato Brasileiro.

 

Entre os destaques do estande tocantinense está a participação inédita da artesã quilombola da comunidade Mumbuca, do Jalapão, Ilana Ribeiro, que participa pela primeira vez em um salão nacional. Emocionada, ela falou sobre o significado da experiência. “É uma honra poder mostrar a arte e a história da nossa comunidade para tantas pessoas. Cada peça que trouxemos carrega nossas raízes, nossa resistência e o orgulho de quem somos”, disse.

 

A proprietária e curadora da loja Xapuri Brasil, de Belo Horizonte, Fernanda Trombino, contou que o espaço do Tocantins é sempre uma das primeiras paradas durante as feiras e salões de artesanato. “O Tocantins tem uma identidade muito forte. São peças autênticas, com acabamento impecável e uma riqueza cultural muito presente. Sempre faço questão de visitar o estande logo no início porque sei que vou encontrar trabalhos únicos”, destacou.

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