O 1º Vice-Presidente da Comissão Parlamentar que investiga o trabalho escravo no Brasil (CPI do Trabalho Escravo), o deputado federal Júnior Coimbra (PMDB) vai integrar missão oficial à Bolívia no período de 7 a 9 de março, com o objetivo de identificar as regiões que mais enviam trabalhadores para atuar em situação análoga à escravidão no Brasil.
Segundo denúncias oferecidas à CPI, 50 mil bolivianos trabalham como escravos em fábricas de roupas em São Paulo. Os imigrantes fazem turnos de até 16 horas em confecções de roupas nos bairros do Brás, Pari e Bom Retiro, moram nas fábricas e precisam pagar todas as despesas para o patrão.
Júnior Coimbra explicou que a Bolívia ocupa a 113ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IHD) da ONU, a pior da América do Sul, e vive uma crise política e econômica que força seus habitantes a imigrarem.
O objetivo da missão oficial é identificar os responsáveis pelo tráfico dos imigrantes, as regiões que mais enviam trabalhadores ao Brasil e criar mecanismos junto às autoridades bolivianos para impedir essa situação. A comitiva da CPI tem encontros agendados no parlamento boliviano e com o presidente daquele país, Evo Morales.
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