Governo Federal destina R$ 12 milhões para o audiovisual no Tocantins

O recurso faz parte da retomada da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, que busca descentralizar os investimentos e estimular a produção fora dos grandes centros do país

Palmas contará com R$ 3 milhões em recursos, dos quais R$ 2,5 milhões do FSA
Descrição: Palmas contará com R$ 3 milhões em recursos, dos quais R$ 2,5 milhões do FSA Crédito: Juliana Uepa/MinC

O Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), anunciou o repasse de R$ 12 milhões para o fortalecimento do audiovisual no Tocantins. O recurso faz parte da retomada da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, que busca descentralizar os investimentos e estimular a produção fora dos grandes centros do país.

 

 

Do montante total destinado ao Tocantins, R$ 10 milhões são oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e R$ 2 milhões correspondem à contrapartida do Estado. Além do investimento estadual, a capital, Palmas, contará com um aporte específico de R$ 3 milhões, sendo R$ 2,5 milhões via FSA.

 

 

A parceria visa impulsionar diversos elos da cadeia produtiva local, como a produção de curtas e médias-metragens, animações, jogos eletrônicos e conteúdos infantis. O capital também poderá ser aplicado em ações de formação, pesquisa, preservação de memória e atividades cineclubistas.

 

 

Investimento de R$ 630 milhões no País

A Política de Arranjos Regionais mobiliza mais de R$ 630 milhões em todo o Brasil nesta nova fase. O modelo une verbas federais a aportes de estados e municípios para ampliar o alcance da produção nacional. Ao todo, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) injeta R$ 519,55 milhões nesse sistema de cooperação.

 

 

A região Norte, como um todo, receberá R$ 95 milhões para projetos no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins. O Nordeste lidera o volume de recursos com R$ 246 milhões, seguido pelo Sul (R$ 112,5 milhões), Centro-Oeste (R$ 102 milhões) e Sudeste (R$ 75 milhões).

 

 

Fomento e economia criativa

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a retomada da política tem caráter estruturante para a economia brasileira. “O audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda e abre janelas para as novas gerações”, destaca. Segundo o ministério, a iniciativa atende a uma demanda de realizadores de várias regiões que historicamente não contavam com apoio robusto.

 

 

A última edição desta política ocorreu em 2018. A gestão atual reformulou o modelo para garantir que a produção local ganhe visibilidade nacional e contribua para o desenvolvimento sustentado do mercado cinematográfico e de infraestrutura de serviços em todo o território.

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