A liberação espontânea de quatro vagas na Câmara Federal, com seus titulares disputando outros mandatos este ano, acendeu o alerta de que a possibilidade de eleição este ano para deputados federais fosse grande.
Até dezembro, este era um campo aberto para quem quisesse ocupar as cadeiras de Vicentinho Alves (PSDB) – antes pré-candidato ao Senado e agora ao governo; Carlos Gaguim (UB), candidato ao Senado; Antonio Andrade, que volta ao Estado para disputar uma vaga na Aleto; e Alexandre Guimarães, pré-candidato ao Senado.
Neste início de março, no entanto, a disputa já se desenha mais acirrada, com 11 nomes encabeçando duas de cada três listas que se fazem para projetar o resultado das eleições de outubro.
Pelo menos quatro partidos tendem a fazer deputado federal nas primeiras vagas com o coeficiente (acima de 105 mil votos) todo completo. O primeiro é o União Brasil, da senadora Prof. Dorinha, que até agora lidera as intenções de voto ao governo do Estado. Nele, a expectativa de disputa é entre o deputado Jari Farias (que deve sair campeão de votos no Bico e região Norte do Estado) e Lucas Campelo, empresário forte em Araguaína e liderança emergente da juventude empresarial na região.
O segundo é o PL de Flávio Bolsonaro, de onde espera-se a migração, nos próximos dias, da deputada Janad Valcari para o PP, que passou ao comando do marido, Ordiley Valcari. Por lá já está o deputado Felipe Martins, o Filipinho, e emerge o pré-candidato Alfredo Jr., com forte movimentação em eventos nesta pré-campanha.
O terceiro é o Republicanos, do governador Wanderlei Barbosa, que já tem em suas fileiras o deputado Ricardo Ayres. Ele manifesta, nos bastidores, preocupação em permanecer nas fileiras do partido e observa com desconfiança o crescimento do secretário da Educação, Fábio Vaz, o Fabinho, que teria a preferência do governador.
O quarto a fechar o coeficiente eleitoral deve ser o PSD de Laurez Moreira e Irajá Silvestre. Neste, uma guerra de gigantes deve ser travada entre dois que não têm mandato, mas têm história e peso eleitoral: Mauro Carlesse e Iratã Abreu. Os dois se movimentam com discrição nesta pré-campanha. Mas no PSD tem também o tarimbado César Hallum, ex-mandatário e que se mexe bem entre o agro.
A quinta vaga muito provavelmente será fechada pela Federação Brasil da Esperança, onde nomes de médio peso eleitoral vão se juntar: Célio Moura, ex-deputado federal que ficou de fora por questões matemáticas na eleição passada, lidera a lista, seguido do prefeito Salomão, de Dianópolis; Vilela, da capital; a vereadora Thamires, do Somos; e uma novidade que vem aí: um novo coletivo composto por Freitas, Donizeti e Santana. O PC do B se movimenta para filiar uma liderança mais ao centro e fortalecer a chapa, que tem a professora Germana Coriolano como pré-candidata natural a federal.
Sandoval entre os mais cobiçados: Podemos faz convite
O ex-governador Sandoval Cardoso, que tem rodado todo o Estado, especialmente onde deixou companheiros, amigos e serviço prestado, deve ser um dos mais votados a federal. Próximo a Wanderlei Barbosa nos últimos dias, é cobiçado também pelo Podemos. Com o prefeito da capital, Eduardo Siqueira Campos, teve uma conversa longa dia destes.
No Podemos, também o deputado Tiago Dimas desponta atualmente como o que mais tem poder de fogo, mas a chapa precisa ser montada para se tornar viável. É um dos que deve fazer na sobra, acima de 75% dos votos do coeficiente.
A secretária da Saúde de Gurupi, Luana Nunes, filha da prefeita de Gurupi, Josi Nunes (União Brasil), também é um dos prováveis nomes do Podemos para disputar uma das cadeiras na Assembleia.
PSDB, MDB e PSB são incógnitas
As duas vagas que restam para fazer as oito serão disputadas pelos que fizerem as maiores sobras; porém, ainda longe da janela, muitas surpresas podem acontecer.
O PSDB, sob a batuta de Vicentinho Alves, precisa atrair bons nomes para construir chapa e fazer deputado federal. Talvez seja o ninho mais atraente para Eli Borges, por exemplo.
O MDB, partido histórico, está sem chapa para federal com a migração de Alexandre Guimarães para a disputa ao Senado.
O PSB de Irajá também não tem chapa formada, mas há duas semanas figurava nas mesas de discussão como uma opção para receber o grupo da ex-prefeita Cinthia Ribeiro, com a própria encabeçando a chapa de federal.
Nos próximos 30 dias, o certo é que a tendência ao afunilamento aconteça, com cada liderança fazendo contas de viabilidade de eleição. Pode haver troca de posições até a reta final. Não há preconceito contra legendas; o único medo é perder a eleição.
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