Enquanto as discussões se acirram em torno de nominatas a deputados federais e estaduais nos diversos partidos que vão disputar a eleição este ano no Tocantins, outro jogo se movimenta quando o assunto é somar apoios nas chapas de pré-candidatos a governador.
Dois eventos prometem marcar a agenda da última semana de março: o da senadora professora Dorinha, dia 27 de março, quando acontece o lançamento da sua pré-campanha ao governo do Estado; e o do vice-governador Laurez Moreira, no dia 25, que contará com a presença do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
Nessa disputa desenham-se, por enquanto, três chapas fortes para disputar o Governo do Estado, sendo que uma quarta chapa pode se desenhar caso não haja nenhuma desistência ou retirada de nomes.
Além da professora Dorinha e do vice-governador Laurez Moreira, que já estão com os nomes colocados, o deputado federal Vicentinho Júnior corre o estado para fechar a sua nominata, e o presidente da Assembleia, Amélio Cayres, também já anunciou que o seu projeto é ao governo. Neste último caso, em parceria com o deputado federal Alexandre Guimarães, pré-candidato ao Senado na primeira vaga.
São nessas discussões de bastidores que surgiu, nesta semana, a aproximação entre o pastor Amarildo — líder da Assembleia de Deus Madureira e presidente das Convenções Estaduais dos Ministros das Assembleias de Deus Ministério de Madureira do Tocantins e Maranhão — e o vice-governador Laurez Moreira. Eles estiveram juntos apoiando o prefeito Eduardo Siqueira Campos no segundo turno das eleições do ano passado. Amarildo, com o seu partido Agir, foi o primeiro a apoiar Eduardo; e Laurez apoiou o candidato a prefeito no segundo turno contra a candidata do governador Wanderlei Barbosa, deputada Janad Valcari.
Nos últimos dias, Amarildo teria sugerido a Laurez que a segunda vaga do Senado fique com a indicação do seu partido — que tem total apoio da Assembleia de Deus Madureira.
A princípio, o nome sugerido é o do próprio pastor Amarildo, que já foi deputado federal. No entanto, fontes ouvidas pelo blog asseguram que o nome do vice-prefeito de Palmas, Carlos Velozo, seria mais leve e mais competitivo, levando à chapa “sangue novo” na política e, da mesma forma, mantendo o apoio da igreja, já que Velozo tem se consolidado, ao lado de Amarildo, como um dos grandes líderes da Madureira.
Se o grande defeito visto até agora pelo público que acompanha a política for o fato de Velozo ter “traído” Eduardo logo que assumiu a prefeitura na interinidade e ter desmontado seu secretariado, para a igreja ele não é visto como um traidor. Afinal, teria defendido apenas os interesses do grupo que internamente já reclamava de não estar bem atendido pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos.
Segunda vaga da chapa de Amélio Cayres também está em aberto
O deputado confidenciou ao blog, em recente encontro com a imprensa, que quer manter essa posição em aberto para composições futuras.
Por hora, sobram pré-candidatos ao Senado para os pré-candidatos já postos ao governo do Estado. Resta saber quais chapas vão se viabilizar e quem caberá em cada uma delas. No caso de Amarildo e da Madureira, não deve haver problemas em se encaixar, uma vez que, de quebra, o partido levaria junto o deputado federal Felipe Martins, atualmente filiado ao PL.
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