O cobiçado apoio do prefeito de Palmas ao Senado – uma vez que ao governo já está mais que definido e anunciado que seguirá com a senadora Professora Dorinha – ficou ainda mais disputado com a confirmação no começo desta semana de que o Podemos garantirá a vaga ao técnico Vanderlei Luxemburgo para disputar as eleições este ano pelo Tocantins.
Diferente de há quatro anos, quando houve toda aquela cena com Carlos Amastha no PSB, Luxa estreitou seus laços com o Estado. Além dos empresariais, se fez mais presente, inclusive na última disputa eleitoral na Capital.
A vinda a Palmas da presidente Nacional do partido, Renata Abreu, referendou o nome de Luxemburgo e desorientou os analistas políticos que davam como certo o jogo com as cartas que já estavam marcadas.
Próximo ao prefeito, destinando recursos volumosos para a Capital e com uma agenda administrativa forte está o senador Irajá. Questionado sobre a conversa de bastidores que rolou na última semana dando conta de que a segunda vaga já teria este apoio definido, Eduardo Siqueira disse ao Blog da Tum: “Não me nego a uma conversa. Recebo, estamos trabalhando, mas nessa disputa sou como um maestro diante de uma orquestra. Preciso reger a orquestra, e tenho também meu público a quem preciso estar atento”, respondeu, numa metáfora.
O apoio que estava garantido ao deputado federal Vicentinho Jr ao Senado se esvaiu com a mudança de planos do portuense, que trocou a disputa pela vaga de Senador para concorrer ao governo e busca o PSDB para cacifar seu projeto.
Numa nota da Coluna CT nesta quarta-feira, 11, Eduardo Siqueira respondeu uma declaração de Vicentinho, afirmando que já havia dado sua palavra à Dorinha sobre o apoio ao governo e a ele, ao Senado. Ou seja, que a mudança de planos de Vicente Jr. o impossibilita de mudar o que foi acordado...
A verdade é que o espólio de votos do eleitorado de Palmas não pertence a apenas um influenciador. A capital tem os eleitores mais independentes do Estado. A vitória de Eduardo Siqueira é a prova viva disso. Aqui há várias lideranças, várias vertentes e várias influências. O prefeito, sem dúvida, com três anos pela frente de mandato e à frente da máquina de empregos, obras e serviços da Capital, é no entanto, o mais forte deles.
Por isso, todos o querem no palanque.
Mas a verdade nua e crua é que para Senado há muita água para rolar debaixo desta ponte. No Podemos, além de Luxemburgo que já pontuava bem há quatro anos e saiu da disputa com o gostinho do tapete puxado, temos Ronaldo Dimas, que tem pontuado bem nas consultas de bastidores. Em Palmas, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim têm tradição e memória de urna desde que ambos se elegeram a vereador.
O que será desta eleição, é bem difícil de arriscar em pleno fevereiro de Carnaval.
O certo é que cabe ao maestro reger os amigos, os aliados e não deixar a orquestra desafinar. Até porque o que já vai nas esquinas de Palmas é que abraçou primeiro os que estavam em palanque adversário ao seu. Mesmo que pregue que política se faz olhando para frente e desprezando o retrovisor.
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