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Grupo Laurez se divide: Amastha e Vicente Jr querem disputar

O Tocantins não é para amadores. Aqui as alianças políticas se fazem e se desfazem quando não criam raízes, com uma facilidade assustadora.

Crédito: Montagem T1 Notícias - Divulgação

O Tocantins não é para amadores. Aqui as alianças políticas se fazem e se desfazem quando não criam raízes, com uma facilidade assustadora.

 

 

É assim que, pouco mais de um mês do retorno do governador Wanderlei Barbosa ao poder, o grupo costurado pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD) vai se desfazendo como um castelo de cartas.

 

 

Na conversa longa que tive ontem a tarde com o deputado federal Vicente Jr, ouvi dele que tem por Laurez estima e consideração, mas que se o vice for candidato “vai bater chapa comigo”, afirma. Vicentinho Jr está de malas prontas para o PSDB, numa articulação que começou pelas mãos de Vicente pai, via Aécio Neves, presidente do tucanato.

 

 

Os dois não se falaram nos últimos dias. Um desencontro de ligações e já não houve mais diálogo. “Vamos falar, no tempo dele”, espera Vicente.

 

 

Crescendo nos últimos meses nas intenções de voto ao Senado, Vicente Jr foi bombardeado por setores da mídia nacional e local com acusações de movimentar empresa de fachada, com cifras astronômicas que seriam objeto de propina ligadas a contratos na secretaria da Educação.

 

 

No bojo do processo, o entendimento do Ministro Kássio Nunes Marques é de que a PF não conseguiu demonstrar com clareza envolvimento do deputado para justificar que ele e a esposa fossem alvo de mandados de busca e apreensão.

 

 

Abaixo, trecho do processo ao qual o T1 Notícias teve acesso.

 

A Overclean tem muito a desenrolar no processo de investigações até se transformar num inquérito. Mais perto disso está a Operação Fames-19 e a Nêmesis, que afastaram o governador e que ainda mantem restrições à primeira-dama.

 

Na rua, muitos acham que Wanderlei foi absolvido. E é nessa tecla que Vicente Jr, na oposição, bate: “as investigações continuam e são graves, com muitos indícios de práticas delitivas”.

 

 

Amastha coloca o nome e encontra caixa de ressonância

 

 

O vácuo que ficou com a impermanência de Laurez Moreira no governo e que provocou a ruptura em seu derredor, fez surgir outro pré-candidato ao governo: o vereador da Capital e ex-prefeito Carlos Amastha, do PSB.

 

 

Ao colocar seu nome num encontro de mulheres socialistas no final do ano, como opção ao governo do Estado, o vereador talvez não esperasse a repercussão que recebeu. Diferente de ser descredenciado, Amastha viu antigos apoiadores o procurarem e movimentou o cenário.

 

 

A razão disso é uma só: não existe até aqui contraponto firme à pré-candidatura da Senadora Professora Dorinha.

 

 

 

Ela que tem mandato -  não perde nada disputando -  tem partido, tempo de TV e recursos do fundo eleitoral, vem acompanhada de duas máquinas de fazer votos: o senador Eduardo Gomes e o deputado federal Carlos Gaguim. Porém, não existe campanha ganha de véspera e o ano promete ataques de lado a lado com o protagonismo de candidaturas de direita no Estado, disputando o mesmo nicho de votos.

 

 

 

A esta altura, resta saber como fica Laurez, que iniciou o ano se defendendo de acusações do governo sobre ações da interinidade. O grupo que permanece com ele parece lento e sonolento em traçar estratégias e segurar em torno de si os que amealhou na interinidade.

 

 

 

Nos bastidores a conversa é uma só: Barbosa teria mandado lhe oferecer novamente vaga no TCE, com a condição de que o vice renuncie. Neste cenário, Barbosa renunciaria em seguida. Amélio Cayres, presidente da Aleto assume o governo e vai à reeleição. Com Léo Barbosa assumindo a presidência.

 

 

 

O que muda todo jogo.

 

 

O ano começa interessante. Como num cassino, qualquer aposta é arriscada. Quem arrisca palpite? Eu, não.

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