Saí da conversa com o presidente da Assembléia Legislativa, Amélio Cayres, no encontro que ele promoveu com jornalistas da capital na segunda-feira, 2, com a convicção de que estão esgotadas as possibilidades de que ele seja candidato a Senado, acomodado no projeto que tem a professora Dorinha, senadora da República como cabeça de chapa.
Explico.
O compromisso de Wanderlei Barbosa antes do afastamento era com Amélio para o governo. Confortável, num partido que fez 57 prefeitos e cerca de 400 vereadores, Amélio Cayres tinha um grupo coeso de 18 deputados.
Nos últimos anos saíram da Assembléia para o Palácio Araguaia: Carlos Gaguim, Sandoval Cardoso, Mauro Carlesse e Wanderlei Barbosa.
A Assembléia obviamente tem seu peso político e sua força. Amélio contava com ela.
O afastamento e os novos acordos
Muitas forças trabalharam em Brasília pela volta de Wanderlei. No entanto, ninguém duvida que foi o poder de articulação e alguns favores cobrados que trouxeram o resultado da votação que devolveu o mandato do governador.
No comando de toda essa mobilização esteve o senador Eduardo Gomes. Daí nasceu outro acordo: Wanderlei no governo até o último dia de mandato, abrindo mão de disputar o Senado. Gomes ao Senado, Dorinha ao governo.
Amélio não foi traído. Foi consultado.
Março de 2026: a possibilidade do Senado e a porta fechada...
Na conversa de pé de ouvido, escutei um Amélio Cayres sereno dizendo que vai aguardar e respeitar a decisão do governador Wanderlei. Que ao que tudo indica, vai cumprir a palavra dada.
Chamado para conversar com o governador e com o senador Eduardo Gomes, Cayres teria ouvido um convite para disputar o Senado. Mas como seria isto? Uma terceira vaga? Ele questionou. Ficaram de conversar depois.
Mas quatro dias depois a chapa inteira desceu para o Sudeste, apresentada como chapa completa, ao lado do governador: Dorinha, Gomes e Gaguim.
O presidente da Aleto entendeu o recado.
“Eu não tenho plano B. Se eu tiver significa que eu não acredito no Plano A”, me disse ele.
E o Plano A é disputar o governo. Convites de outros partidos não faltam, ele garante.
O mais significativo no entanto é o do MDB, do deputado Alexandre Guimarães, pré-candidato a senador.
“Ele está comigo nesse projeto. A segunda vaga estou guardando. Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte”, garante o presidente.
Partido leve, ao centro, o MDB pode abrigar inclusive deputados estaduais que estão fazendo conta e escolhendo disputar em ambiente mais equilibrado de votos.
Por essas e outras arrisco dizer que já temos quatro pré-candidatos ao governo. Prof. Dorinha, deputado Vicentinho Alves, deputado Amélio Cayres e o vice-governador Laurez Moreira.
Por enquanto.
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