Naquele mês começamos com o nosso antigo nome: “Site Roberta Tum”, que usamos até 2012, quando com projeto editorial ampliado, lançamos o Portal T1 Notícias. Naquele momento, com 12 profissionais, diversas editorias e cobertura Tocantins afora, nos fortalecemos como o maior portal do Estado.
Ao longo deste tempo muita coisa mudou. O mercado mudou num movimento em que vários players - mais empresários do que jornalistas - se lançaram na aventura de criar um blog, um site, uma página na internet. A mística do “dá pra fazer sozinho” e a ilusão do “dá para fazer barato”, meio que prostituem o mercado.
Muitos “assessores” montaram páginas para ganhar trocados, em substituição a empregos que seus assessorados não conseguiam oferecer.
Nasceram pseudo-veículos, copiando descaradamente nossos conteúdos, reproduzindo releases e se preocupando pouco ou nada em pagar profissionais e produzir matérias.
Os maiores veículos, que funcionam como empresas e assumem suas responsabilidades, seguem vivos hoje, como há 10, 15 anos. Pagamos impostos, pagamos pelo menos o piso para jornalistas com carga horária de 25 horas semanais, temos endereço onde podemos ser encontrados. Até para receber intimações de processos que nos habituamos a responder ao longo dos anos, sempre que incomodamos com matérias (ou artigos) que escancaram verdades, abordam temas incômodos, ou contrariam interesses financeiros.
A grande verdade, no entanto, é que para além da prostituição do mercado por quem não é do ramo, nem tem função social, o mundo também mudou. A maneira de se informar mudou. O público leitor mudou.
Uma nova geração de leitores têm dificuldades em ler um texto de 25 linhas, quer se “informar” em 60 segundos, vê a notícia como entretenimento, se alimenta da novela da vida de subcelebridades, espetaculariza a morte, os acidentes, consome a exposição de corpos sem vida.
Nasceu um novo pseudo-jornalismo, feito apenas de escândalos, que populariza gente sem escrúpulos e sem compromisso nenhum que não seja faturar sobre a infelicidade alheia. São tempos sombrios.
Longe de ter ficado pessimista com o tempo, me vejo hoje à frente do T1 Notícias desafiada a compreender esta nova realidade e a nos reinventar, sem perder de vista o farol que nos guiou até aqui. Seguimos com as escolhas de quando começamos. Nossa linha editorial é ainda a de prestar serviço de utilidade pública, levar a voz dos excluídos e dos marginalizados a quem pode e tem o dever de resolver seus problemas, revelar os bastidores da política – que queiram ou não os negacionistas e céticos – decide a nossa vida.
É assim que teremos neste mês de abril, um mês para recordar nossa história, que é parte da história do Tocantins e de Palmas. Um mês de reinvenções, de ampliar nossa presença na rede e de novamente ampliar nossa equipe de colaboradores, trazendo sangue novo e buscando abrir espaço para uma nova geração de comunicadores.
O mesmo T1 Notícias que já mudou a vida de tanta gente, segue de pé com nova roupagem.
Que venham novos e bons anos de muitas histórias. Juntos!
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