A diretora da rede municipal de ensino de Gurupi, Carla Martins, envolvida na polêmica após classificar o autismo como “doença da moda” solicitou afastamento voluntário de suas funções. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Gurupi por meio de nota divulgada no início da tarde desta quinta-feira, 4. Segundo o comunicado, a medida tem como objetivo assegurar que a apuração dos fatos ocorra com isenção e tranquilidade. A diretora também se colocou à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos. Leia a íntegra abaixo:
A Secretaria Municipal de Educação de Gurupi informa que, desde que o caso envolvendo o vídeo de uma diretora da rede municipal ganhou repercussão, a prefeita Josi Nunes determinou o acompanhamento rigoroso da situação, com a adoção de todas as medidas legais cabíveis, sempre pautadas na justiça, no equilíbrio e na transparência.
Diante dos fatos, foi solicitada à Procuradoria-Geral do Município a instauração de procedimento de sindicância, com o objetivo de apurar os acontecimentos de forma criteriosa e responsável.
A Secretaria informa ainda que a diretora envolvida solicitou afastamento voluntário de suas funções, a fim de assegurar que a apuração ocorra com a devida isenção e tranquilidade. A diretora também se colocou à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, reafirmando seu compromisso com a verdade e com a lisura do serviço público.
Reafirmamos que esta gestão mantém firme o compromisso com a inclusão, o respeito e o acolhimento das crianças atípicas da nossa rede municipal de ensino. Seguiremos atuando com responsabilidade, sensibilidade e diálogo permanente com as famílias e com toda a comunidade escolar.
Secretaria Municipal de Educação
Prefeitura de Gurupi
Entenda o caso
O episódio começou com a divulgação de um vídeo em que Carla Martins, diretora da Escola Municipal Odair Lúcio, classifica o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como “doença da moda” e questiona a validade de diagnósticos médicos, afirmando que “hoje, tudo é autismo” e sugerindo que muitos laudos seriam emitidos sem rigor clínico. Na gravação, a gestora também afirmou que responsáveis deveriam impor limites rígidos às crianças, comentários que geraram repercussão negativa na cidade e entre a comunidade escolar.
Em resposta à repercussão, a Prefeitura de Gurupi anunciou que irá apurar as declarações, assegurando que os fatos serão analisados com responsabilidade. A administração destacou que a rede municipal de ensino dispõe de 24 salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e acompanha cerca de 400 estudantes com diagnóstico de TEA, além de manter projetos e ações voltados à inclusão e formação de educadores para atendimento a alunos autistas.
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