A Prefeitura de Palmas estuda a implantação de atendimento médico especializado em ortopedia nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul. A proposta da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) decorre dos atendimentos ortopedicos na Capital. Palmas registra atualmente a segunda maior taxa de mortalidade por acidentes de trânsito do Brasil, com 40 óbitos por 100 mil habitantes — índice até três vezes superior à média nacional.
Segundo a gestão municipal, a alta demanda por cuidados ortopédicos sobrecarrega o sistema de regulação. Os dados indicam que em 2025 as UPAs realizaram o atendimento inicial e o encaminhamento de 6.325 pacientes com lesões musculares e fraturas. Desse total, 4.668 casos foram direcionados ao Hospital Geral de Palmas (HGP) para procedimentos de média e alta complexidade, enquanto 1.657 foram enviados ao Hospital Medical Center para tratamento conservador.
Atendimento de baixa complexidade
Com a proposta de implantar serviço de ortopedia nas UPAS, elas passarão a oferecer serviços de baixa complexidade, como o tratamento de fraturas fechadas, luxações e a instalação de salas de gesso para imobilizações. Atualmente, as unidades fazem apenas a triagem por clínico-geral, dependendo exclusivamente da rede hospitalar para qualquer intervenção especializada.
Fiscalização e prevenção
Além do reforço na saúde, o município mantém frentes de fiscalização e educação. A Secretaria de Mobilidade realiza blitzes semanais focadas no combate à embriaguez ao volante e promove ações educativas permanentes em escolas e empresas para reduzir as estatísticas de acidentes na Capital.
Resumo estatístico (Dados 2025):
Mortalidade no trânsito: 40 por 100 mil/hab (2ª maior do país).
Pacientes ortopédicos triados nas UPAs: 6.325.
Encaminhamentos para cirurgia (HGP): 4.668.
Encaminhamentos para clínicas conveniadas: 1.657.
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