O custo da cesta básica em Palmas registrou alta de 3,19% no mês de março de 2026, chegando ao valor de R$ 717,45. Com esse resultado, a capital ocupa a 13ª posição no ranking das 27 capitais presentes na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No acumulado dos três primeiros meses do ano, a alta na capital já soma 5,88%. A pesquisa foi divulgda nesta quarta-feira, 8.
Conforme o levantamento, para adquirir os itens básicos em março, o trabalhador palmense precisou cumprir uma jornada de 97 horas e 22 minutos. Ao considerar o salário mínimo líquido, o comprometimento da renda para a compra dos alimentos foi de 47,85%.
Vilões da alta
De acordo com a pesquisa, sete dos 12 produtos da cesta em Palmas ficaram mais caros entre fevereiro e março. Os principais responsáveis pelo aumento foram o tomate (10,94%); feijão carioca (4,91%) e a carne bovina (4,87%).
Também registraram leves elevações a banana (0,86%), o pão francês (0,17%), a manteiga (0,14%) e o café em pó (0,01%). Segundo o Diesse/Conab, os preços do leite integral, açúcar cristal e óleo de soja permaneceram estáveis no período. Já o arroz agulhinha (-5,69%) e a farinha de mandioca (-0,11%) apresentaram queda.
Cenário Nacional
A pesquisa aponta que em março o custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras. São Paulo segue com o valor mais elevado do país, enquanto Aracaju registrou o menor custo médio.
As três capitais com maior custo da cesta básica são: São Paulo (R$ 883,94), Rio de Janeiro (R$ 867,97) e Cuiabá (R$ 838,40); e a mais barata, Aracaju ($ 598,45).
Mínimo ideal
Com base no custo da cesta de São Paulo — a mais cara do país —, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,86 em março de 2026. O valor corresponde a 4,58 vezes o piso atual de R$ 1.621,00. Em fevereiro, o mínimo necessário era calculado em R$ 7.164,13.
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