Parque Estadual do Lajeado inicia ações preventivas contra incêndios florestais

Medidas adotadas pelo Instituto Natureza do Tocantins no Parque Estadual do Lajeado incluem limpeza de aceiros e queimas prescritas, dentro da estratégia de Manejo Integrado do Fogo para 2026

Crédito: Naturatins/Governo do Tocantins

O Parque Estadual do Lajeado (PEL), administrado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), iniciou na segunda quinzena de fevereiro as ações preventivas contra incêndios florestais. A iniciativa integra a fase preparatória do Manejo Integrado do Fogo (MIF) e está alinhada ao Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de 2026, lançado pelo Governo do Tocantins na última quarta-feira, 25, com foco na redução de riscos durante o período de estiagem.

 

A supervisora do PEL, Camilla Muniz, ressalta o empenho da equipe para assegurar a preservação do Parque e minimizar os impactos de possíveis incêndios. "Estamos com trabalho intenso, porque este ano a meta é fogo zero dentro do Parque e também no entorno. Queremos toda a área protegida para evitar ocorrências. Passaremos o período crítico oferecendo suporte aos produtores da região, mas com o Parque totalmente resguardado", afirmou.

 

Camilla destaca ainda a atuação conjunta entre as equipes do PEL e da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Lajeado. "Primeiro, todas as equipes atuam unidas no Parque do Lajeado. Depois, atuarão integralmente na APA. Assim, conseguiremos realizar um número expressivo de queimas prescritas, prevenindo incêndios, além de abrir locais para extinção natural do fogo e facilitar o acesso das equipes em caso de combate", explicou.

 

As queimas prescritas estão programadas para a segunda quinzena de março e devem se estender até julho. Concluída essa fase, será dado início às atividades educativas junto à comunidade e as ações de proteção no entorno da Unidade. Em julho, tem início a fase de alerta e combate aos incêndios florestais.

 

Manejo Integrado do Fogo

O MIF é uma prática fundamentada em estudos técnicos e científicos, amparada pela Lei Federal nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Essa abordagem reconhece que, em diversos biomas brasileiros, como o Cerrado, o fogo integra a dinâmica ecológica natural. Quando bem manejado, torna-se uma ferramenta importante para a manutenção da biodiversidade, a renovação de determinadas espécies vegetais, o controle do material combustível e a prevenção de incêndios de grandes proporções.

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