A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), alcançou a marca de 1,2 mil alunos impactados pelo projeto "África em Nós". Desde o início das atividades, em 5 de março, seis unidades de ensino já receberam as palestras antirracistas, que registram uma média de 200 participantes por escola.
As ações, que se estenderam até esta sexta-feira, 27, contemplaram as escolas municipais Anísio Teixeira, Jorge Amado e Maria dos Reis, além do Colégio Estadual São José, o Cmei Professora Jucélia Garbelini e o Centro de Ensino Médio (CEM) Castro Alves. As dinâmicas são conduzidas pelo palestrante Aires Panda, angolano naturalizado brasileiro e residente em Palmas há duas décadas.
"O racismo ainda atravessa o cotidiano dos estudantes, muitas vezes de forma naturalizada. Nosso papel aqui é provocar reflexão e incentivar o respeito desde cedo”, afirmou Panda.
Diálogo e identidade
O projeto utiliza o formato de rodas de conversa para abordar temas complexos como racismo estrutural, bullying, identidade racial e desigualdades históricas. O objetivo é criar um espaço de escuta onde os alunos se sintam à vontade para questionar e participar ativamente.
Para o professor Cássio Alexandre, do CEM Castro Alves, a metodologia é eficaz ao retirar o peso de "brincadeira" de comportamentos discriminatórios. “A palestra foi muito significativa porque abordou questões centrais para a escola, como o bullying e o racismo estrutural. Reforça conteúdos que já trabalhamos em sala, especialmente nas aulas de história. A dinâmica proposta contribuiu para a reflexão sobre o poder das palavras e tornou o momento ainda mais significativo para o processo de aprendizagem”, avaliou o docente.
Estratégia de base
A iniciativa é vista pela gestão municipal como uma ferramenta de transformação social a longo prazo. Segundo o secretário de Igualdade Racial e Direitos Humanos, José Eduardo de Azevedo, o ambiente escolar é o ponto de partida para a equidade.
“Levar o debate sobre o racismo para dentro das escolas é uma estratégia fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. O projeto África em Nós contribui para formar estudantes mais conscientes, fortalecendo o respeito às diferenças e o enfrentamento às diversas formas de discriminação desde a base educacional”, afirmou o secretário.
A Seirdh informa que a agenda do projeto seguirá ao longo do mês, com novas visitas a unidades escolares da Capital. Instituições interessadas em receber a atividade podem entrar em contato com a secretaria através do instagram ou do e-mail seirdh.palmas@gmail.com para agendamento.
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