No próximo sábado, 21, às 9h, será realizada a roda de conversa “Narrativas Tocantinenses: diálogos com o autor Leonardo Póvoa”, um encontro dedicado à valorização da literatura regional, da produção literária tocantinense e das práticas de mediação de leitura.
A atividade acontecerá no Parque Cesamar, no Museu Casa Suçuapara, e integra as ações de curricularização da extensão desenvolvidas no curso de Pedagogia, contando com a participação dos acadêmicos do Eixo V.
Durante o encontro, o autor Leonardo Póvoa compartilhará aspectos de seu processo de criação literária, bem como reflexões sobre a importância da literatura regional na construção de identidades culturais e no fortalecimento das práticas de leitura em contextos educativos. Após a exposição inicial, será promovido um diálogo aberto entre os estudantes e o escritor, abordando experiências, desafios e possibilidades da mediação de leitura no trabalho pedagógico.
Na ocasião, o autor também realizará a doação de 20 kits de suas obras para a biblioteca da Universidade, gesto que contribuirá para ampliar o acesso à literatura regional e fortalecer o acervo voltado à formação de leitores e futuros educadores.
A iniciativa busca aproximar universidade, literatura e território, fortalecendo o compromisso com a valorização da cultura regional e com a formação de professores leitores e mediadores de leitura.
Inclusão
Um dos relatos que evidenciam o impacto da literatura no processo educacional envolve o estudante Pedro Lucas, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte e não verbal. Segundo a professora que o acompanha há cerca de cinco anos, o aluno sempre demonstrou grande interesse por animais, característica que passou a ser utilizada como estratégia pedagógica em sala de aula.
O contato com um livro sobre a Arara Canindé marcou um momento importante nesse processo. Durante as atividades, Pedro começou a tentar pronunciar a palavra “papagaio”, dizendo “papaio”. Ao ser apresentado ao nome “arara”, ele conseguiu repetir a palavra, avanço considerado significativo para um aluno não verbal.
A partir de então, o livro passou a fazer parte da rotina do estudante. Pedro levava o exemplar para casa, para a escola e até para sessões de terapia. De acordo com a professora, a obra se transformou em uma ferramenta de estímulo à comunicação, à observação das imagens e ao desenvolvimento do vínculo com a leitura.
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