O Tocantins entrou oficialmente em período de atenção redobrada devido aos efeitos climáticos do fenômeno El Niño. Nos próximos meses, o estado deve enfrentar temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e aumento expressivo no risco de queimadas — cenário que impacta diretamente a rotina da população, o meio ambiente e o sistema elétrico regional.
De acordo com a meteorologista e consultora da Energisa, Ana Paula Paes, o fenômeno intensifica as características da estação seca no estado, justamente no período que antecede as férias de julho e a temporada de praias.
“O El Niño reforça o padrão típico da estiagem: menos chuvas, temperaturas mais altas e ar mais seco. Para as próximas semanas, a tendência é de predomínio de sol, calor intenso à tarde e umidade relativa frequentemente abaixo de 30%”, explica a especialista.
Impacto por regiões
Embora os efeitos alcancem todo o território tocantinense, o comportamento do clima varia entre as regiões:
Norte: Tende a registrar a redução mais acentuada nos índices de umidade e no volume de chuvas.
Centro e Sul: Devem enfrentar as temperaturas mais elevadas e o maior risco de incêndios florestais.
“O fenômeno intensifica os extremos. Isso significa mais dias com termômetros acima de 35°C e maior propagação do fogo entre julho e setembro, quando a vegetação fica mais seca”, acrescenta Ana Paula.
Plano de contingência na rede elétrica
Para mitigar os impactos ambientais sobre o fornecimento de energia, a Energisa colocou em prática o seu Plano El Niño. A distribuidora intensificou ações preventivas nas áreas historicamente mais afetadas por incêndios.
Entre as medidas adotadas estão o uso de drones e câmeras termográficas para identificar anormalidades nas linhas de transmissão, o monitoramento contínuo de áreas críticas e a manutenção preventiva da vegetação próxima às estruturas elétricas.
“As queimadas representam um dos principais fatores de risco para o sistema nesta época do ano. Intensificamos as inspeções diárias e o acompanhamento meteorológico para direcionar equipes e recursos rapidamente para as regiões mais sensíveis”, destaca Anderson Vieira, coordenador do Centro de Operações Integrado da Energisa Tocantins.
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