A Polícia Civil cumpre na manhã desta quinta-feira, 14, quatro mandados de busca e apreensão em Araguaína, no norte do Estado, sob a suspeita de funcionários fantasmas. A ação ocorre na casa de servidores da Secretaria de Governo do Tocantins e fazem parte de uma nova fase da Operação Catarse, uma força-tarefa de várias delegacias do Estado que investiga danos ao erário público.
Por meio de nota, o Governo do Estado informou que não existem servidores-fantasmas na atual administração e que, em relação à operação da Polícia Civil "a mesma não aconteceu em órgão público do Estado e não está relacionada à atual administração", diz a nota. Destaca ainda que o fato de a Secretaria de Governo já ter sido extinta confirma que os investigados não compõem a atual administração.
A operação chegou a ser criticada pelo secretário de Segurança Púlblica, Cristiano Sampaio, durante entrevista coletiva, onde explicava a publicação do polêmico decreto que criou o Manual de Procedimentos da Polícia Civil.
Operação
Outras fases da Operação levaram ao cumprimento de mandados no Palácio Araguaia, na Câmara de Vereadores de Porto Nacional e no gabinete de deputados estaduais.
Motivaram o início das investigações, em dezembro de 2018, a denúncia de que haveriam funcionários fantasmas do Governo do Estado em Araguaína. Desde então já foram cumpridos mandados no Palácio Araguaia, precisamente na Secretaria-geral de Governo, onde foram encontrados indícios de que 300 funcionários receberiam sem trabalhar.
Na Assembleia Legislativa, investigou-se a suspeita de que assessores devolviam a maior parte dos salários à pessoas ligadas aos deputados. Três funcionários foram presos preventivamente por atrapalhar as investigações.
Já na Câmara de Vereadores de Porto Nacional, na fase chamada Negócios de Família, a suspeita é que os denunciados tenham desviado R$ 700 mil em fraudes em licitações.
Confira a nota do Governo na íntegra
O Governo do Estado do Tocantins informa que não existem servidores fantasmas na atual administração. Em relação à operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 14, em Araguaína, cabe ressaltar que a mesma não aconteceu em órgão público do Estado e não está relacionada à atual administração. Ainda assim, a afirmação por parte da imprensa, de que os servidores investigados seriam lotados na Secretaria de Governo, confirmam que os mesmos não compõem a atual administração, em virtude de a Secretaria de Governo já ter sido extinta.
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