Estado lança primeiro curso técnico em mineração com 420 vagas em 14 municípios

Formação terá duração de 18 meses e resulta de parceria entre o IFTO e a Ameto para qualificar profissionais e atender à crescente demanda do setor mineral no estado

Crédito: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins

Foi lançado nesta segunda-feira, 9, no auditório do Palácio Araguaia, o primeiro curso técnico em mineração do Tocantins. A iniciativa ofertará 420 vagas em 14 municípios e tem como objetivo qualificar profissionais para atender à crescente demanda do setor mineral no estado. O curso é resultado de parceria entre o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e a Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto).

 

Sobre o curso

O curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas. Das 420 vagas, metade será destinada a indicações de empresas parceiras e a outra metade será disponibilizada à comunidade por meio de edital público.



A estrutura formativa está organizada em três módulos de qualificação profissional: Operador de Mina, Amostrador e Beneficiador de Minérios, e Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração.



O modelo permite que os estudantes desenvolvam competências alinhadas às demandas do setor produtivo e fortaleçam a cadeia mineral no Tocantins.



Potencial mineral e demanda por profissionais

O Tocantins possui potencial mineral expressivo e tem registrado crescimento nas atividades de pesquisa, prospecção e exploração de recursos naturais. Esse cenário amplia a necessidade de profissionais qualificados para atuar em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o apoio às atividades de campo até o acompanhamento técnico dos processos de extração e beneficiamento de minérios.



Durante visitas institucionais realizadas pela Ameto às empresas instaladas no estado, foi identificada uma dificuldade recorrente na contratação de mão de obra técnica especializada formada localmente. Segundo representantes do setor, grande parte dos profissionais qualificados atualmente vem de outros estados, o que eleva custos operacionais e dificulta a permanência desses trabalhadores na região.



A criação do curso técnico surge, portanto, como resposta a essa demanda e busca fortalecer a qualificação profissional no Tocantins.

 

O presidente da Ameto, Carlos Eduardo Moraes, destacou que a formação contribuirá para ampliar as oportunidades de qualificação profissional no estado. “Hoje, muitas empresas precisam buscar profissionais em outros estados pela falta de formação específica no Tocantins. Com a criação do curso técnico em mineração, os tocantinenses passam a ter mais oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho”, afirmou.

 

“A iniciativa também abre caminho para ampliar a formação acadêmica voltada ao setor mineral. Já iniciamos diálogos com as instituições educacionais para viabilizar, futuramente, cursos de nível superior na área de mineração, ampliando ainda mais as oportunidades de formação profissional no estado”, acrescentou o presidente.



Formação voltada ao mercado

O reitor do IFTO, Antônio da Luz Júnior, explicou que o curso é resultado de um trabalho conjunto iniciado há cerca de três anos entre as instituições. “Identificamos que não havia formação no setor público na área de mineração no Tocantins, nem em nível técnico nem superior, o que se tornava um gargalo para a expansão do setor. A partir dessa demanda apresentada pela Ameto, estruturamos uma proposta de formação alinhada às necessidades das empresas”, destacou.


O reitor destacou ainda que o curso foi planejado para integrar formação teórica e prática, aproximando os estudantes da realidade do mercado de trabalho. “A parte teórica será ofertada pelo IFTO e a parte prática ocorrerá dentro das empresas parceiras, ampliando as possibilidades de inserção dos estudantes no setor mineral”, ressaltou.

 

Parceria com o setor produtivo

Ao representar o setor produtivo, o empresário Rubens Malaquias Amaral, da mineradora Pedreira Gramprata, em Palmas, destacou a importância da qualificação profissional para o crescimento da atividade mineral no estado. “A capacitação da mão de obra é fundamental para o setor. Quando temos profissionais qualificados, as empresas ganham em produtividade e toda a cadeia produtiva se fortalece”, afirmou.



Segundo Rubens Malaquias, o Tocantins possui grande potencial mineral ainda pouco explorado, e a formação técnica irá contribuir para ampliar o desenvolvimento do setor. “Com a união entre empresas, instituições de ensino e poder público, o estado tem condições de avançar nesse segmento, gerando emprego e renda para a população”, destacou.
 

 

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