Estado realiza caminhada em Palmas para conscientizar sobre a Síndrome de Down

Ação conjunta entre SES-TO e SECAD celebra a Trissomia 21 e orienta a população sobre o uso do SUS para reabilitação; participantes usarão meias trocadas para simbolizar o respeito às diferenças

Crédito: Divulgação/SES-TO

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em parceria com a Secretaria da Administração (SECAD), realiza nesta terça-feira, 24, às 08h30, a caminhada "Todos pela Síndrome de Down (Trissomia 21)", em Palmas. O evento, que terá concentração em frente à sede da SES-TO, na Praça dos Girassóis, seguirá até a Secad com o objetivo de conscientizar a população sobre a inclusão. Como símbolo mundial da campanha, os participantes são incentivados a comparecer utilizando meias trocadas.

 

Para promover a inclusão, conscientização e a garantia de direitos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) celebrou no sábado, 21, o Dia Mundial da Síndrome de Down. A data simboliza a trissomia do cromossomo 21 foi instituída pela Down Syndrome International, é reconhecida oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiada pelo Ministério da Saúde (MS).

 

A Síndrome de Down (SD) não é uma doença, é uma condição genética onde a pessoa possui três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas, podendo afetar o desenvolvimento intelectual. O termo “Síndrome” significa um conjunto de sintomas e “Down”, se refere ao sobrenome do médico pediatra inglês, John Langdon Down, que descreveu a associação dos sinais característicos das pessoas com SD, em 1866.

 

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto afirmou que, “é muito importante celebrar essa data, falar sobre a trissomia do cromossomo 21 é essencial para apoiar as famílias e promover a luta contra as dificuldades enfrentadas. Por isso, a SES-TO atua para garantir o acesso à saúde com celeridade e universalidade, para garantir que todas as pessoas sejam atendidas de forma exemplar”.

 

“Promover essa data é muito importante, é essencial para acolher as famílias, o dia mundial cumpre um grande papel fundamental de conscientização da sociedade. Ajuda a levar informação, combater preconceitos e dar visibilidade à causa das pessoas com síndrome de down, mostrando suas potencialidades, capacidades e o direito de viverem com dignidade, oportunidades e participação plena na sociedade”, afirmou a superintendente da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência (SRCPCD/SES-TO), Rosa Helena Ambrósio.

 

A assistente social Gabriella Madureira é mãe da paciente do CER III de Palmas, Maria Helena. “Eu entendo que promover eventos sobre essa data é uma forma de informar a sociedade, incentivar a inclusão e dar visibilidade às potencialidades das pessoas com síndrome de Down. Como família da Maria Helena, de dois anos, acreditamos que esses momentos fortalecem o respeito, a empatia e garantem mais oportunidades para o desenvolvimento de todas as crianças. Sou assistente social e atualmente estou cursando fonoaudiologia, pensando em ajudar a minha filha nessa parte do desenvolvimento da fala”.

 

Acesso à saúde

Nos Centros Estaduais de Reabilitação (CER) e Serviço Estadual de Reabilitação SER da SES-TO, pessoas com síndrome de down são acolhidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), visando promover a independência, autonomia e qualidade de vida, além do desenvolvimento contínuo de habilidades físicas e intelectuais. Para ter acesso, é preciso se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, onde logo após deverá ser feito encaminhamento à unidade de reabilitação de referência.

 

O diretor de Assistência Especializada em Reabilitação da SES-TO, Edson Paulo Chaves Batista relatou que, “o nosso serviço é multiprofissional, realizamos sempre de forma exemplar as consultas, avaliações, terapias, diagnósticos e diversos outros atendimentos. Atendemos pacientes que possuem a síndrome de down,  desde os primeiros dias de vida, com estimulação precoce e acompanhamento por toda a etapa de desenvolvimento. Buscamos sempre oferecer a acessibilidade e melhoria de vida para todos os pacientes acolhidos”.

 

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