O Governo Federal publicou nesta quarta-feira (1º), a Portaria MCID nº 333, que atualiza os limites de renda bruta familiar para o programa Minha Casa, Minha Vida. A medida, aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, permite que milhares de famílias migrem para faixas com juros mais baixos e amplia o teto do valor dos imóveis financiáveis. Estima-se que ao menos 87,5 mil famílias brasileiras sejam beneficiadas diretamente pela redução nas taxas de juros.
Com o reajuste, famílias urbanas com renda de até R$ 3.200 agora se enquadram na Faixa 1, garantindo acesso às menores taxas do programa. A Faixa 4, voltada à classe média, teve seu teto elevado de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais. De acordo com o Ministério das Cidades, a atualização corrige distorções causadas pelo novo salário mínimo (R$ 1.621), assegurando que o poder de financiamento não seja reduzido.
Novos Limites de Renda (Áreas Urbanas):
Faixa 1: Até R$ 3.200,00
Faixa 2: De R$ 3.200,01 a R$ 5.000,00
Faixa 3: De R$ 5.000,01 a R$ 9.600,00
Faixa 4: De R$ 9.600,01 a R$ 13.000,00
Novos Limites de Renda (Áreas Rurais - Anual):
Faixa 1: Até R$ 50.000,00
Faixa 2: De R$ 50.000,01 a R$ 70.900,00
Faixa 3: De R$ 70.900,01 a R$ 134.000,00 (O programa atende até R$ 162,5 mil anuais)
Teto dos Imóveis
Além da renda, o valor máximo dos imóveis para financiamento foi ampliado. Para a Faixa 3, o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o valor limite passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. A mudança visa adequar o programa à realidade do mercado imobiliário e ampliar a oferta de moradias para diferentes perfis econômicos.
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