Hospital de Augustinópolis: população e servidores denunciam falta de estrutura

De acordo com relatos, falta rede de gases nas Unidades Intensivas, o aparelho de raio X está parado por falta de material para impressão e a máquina de tomografia não tem profissional treinado

Por falta de rede de gases, servidores improvisam
Descrição: Por falta de rede de gases, servidores improvisam Crédito: Foto: Do Leitor

O Portal T1 Notícias tem recebido desde esta segunda-feira, 21, denúncias da população e de servidores do Hospital Regional de Augustinópolis, que atende o município e cidades vizinhas. As reclamações são referentes à falta de estrutura, principalmente na Unidade Intensiva (UI), por falta de rede de gases que, entre outras funções, compõe o auxílio respiratório ao paciente internado na Unidade. De acordo com uma funcionária, que não quis se identificar, um recém-nascido morreu recentemente na unidade neonatal, supostamente por falta de oxigenação específica.

 

De acordo com os relatos, por falta da rede de gases, os servidores estão improvisando com cilindros de oxigênio, que não são totalmente eficazes, porque não mantém a pressão suficiente para que os respiradores funcionem normalmente.

 

Outros dois problemas relatados são a falta de funcionamento do aparelho Raio X, por falta de material para revelação, e a falta de utilização do equipamento de tomografia, que estaria sempre parado porque nunca foi feito o treinamento da equipe contratada para manusear o equipamento.

 

“Aqui quem tem dinheiro faz os exames ‘no particular’, já quem não tem se submete a fazer cirurgias sem o exame mesmo. Isso está colocando em risco a vida dos pacientes e o registro profissional da equipe médica e da enfermagem”, afirmou outra servidora, que pediu para ter sua identidade preservada.

 

Por meio de nota enviada ao T1 Notícias, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "o recém-nascido citado já nasceu com quadro clínico grave apresentando, entre outras coisas, hepatomegalia (quando o fígado incha além do tamanho normal) e anoxia perinatal (asfixia) e que a equipe do Hospital Regional de Augustinópolis (HRA), bem como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal de Araguaína que se deslocou até a unidade, realizou todas as manobras de reanimação na tentativa de salvar a vida da criança".

 

A Sesau esclareceu ainda que "exames de Raio X estão sendo realizados em pacientes graves e que já está providenciando insumo para que o atendimento volte a ser estendido a todos os pacientes o mais rápido possível". A Sesau também informou que "o tomógrafo está em pleno funcionamento na unidade e que parte da equipe já está qualificada para o serviço".

 

(Atualizada às 11h23)

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