Indústria do Tocantins banca investimentos majoritariamente com recursos próprios

Levantamento da Fieto mostra que 63% das empresas investiram em 2025, priorizando capital humano e compra de máquinas novas sem depender de financiamento externo

Crédito: Divulgação/Fieto

Levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), divulgado nesta sexta-feira, 27, mostra que 63% das indústrias do estado realizaram investimentos em 2025, majoritariamente com recursos próprios.

 

Entre as empresas que haviam planejado investir, 51% conseguiram executar seus projetos, enquanto 15% não os concretizaram, apontando as incertezas econômicas como principal entrave.

 

“Apesar da queda no nível de confiança ao longo do ano, especialmente a partir do terceiro trimestre, e das incertezas econômicas que dificultaram a realização de investimentos em 2025, a maioria das indústrias conseguiu investir, acompanhando a tendência observada no cenário nacional,” observa Gleicilene Bezerra da Cruz, técnica em pesquisa da Fieto.

 

No campo estratégico, o investimento em capital humano foi o destaque, citado por 63% dos empresários tocantinenses, evidenciando a importância da qualificação profissional para a competitividade industrial. A eficiência energética aparece na sequência, mencionada por 50% dos entrevistados.

 

Quanto à natureza dos aportes, a compra de máquinas e equipamentos novos lidera, indicada por 67% das indústrias, sinalizando foco no aumento da eficiência operacional. Em seguida, 50% das empresas direcionaram recursos para a modernização de plantas, fábricas ou armazéns, reforçando a busca por melhorias na infraestrutura produtiva.

 

Para 2026, as expectativas de investimento são mais moderadas. Apenas 37% das indústrias pretendem investir, percentual abaixo da média nacional, de 56%. A prioridade segue sendo a melhoria dos processos produtivos, apontada como principal objetivo.

 

Entre as empresas que planejam investir neste ano, 48% pretendem focar na otimização dos processos atuais, enquanto 38% buscam ampliar a capacidade produtiva, indicando uma combinação entre ganhos de eficiência e expansão.

 

Em relação ao financiamento, prevalece a intenção de uso de recursos próprios, citada por 43% dos empresários, sendo que 24% pretendem custear integralmente os investimentos com capital próprio.

 

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