O vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), criticou as tentativas de atribuir à gestão interina que comandou o Estado, em 2025, os problemas financeiros enfrentados pelo plano de saúde dos servidores públicos estaduais, o Servir. Em manifestação pública no X (antigo Twitter), ele afirmou que a situação encontrada na área da saúde e no plano já era crítica antes mesmo de sua posse temporária no comando do Executivo.
Laurez assumiu o Governo do Tocantins em 3 de setembro de 2025, durante o afastamento judicial do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Segundo o vice-governador, ao iniciar a gestão interina, a equipe encontrou dívidas acumuladas e atrasos significativos nos pagamentos à rede credenciada do plano.
De acordo com ele, naquele momento havia quatro meses de faturas em aberto e um passivo superior a R$ 271 milhões junto aos prestadores de serviços do Servir. O vice-governador afirmou que, diante do cenário, a gestão iniciou auditorias, abriu diálogo com sindicatos e prestadores e deu início ao processo de renegociação das dívidas e regularização dos pagamentos.
Laurez também questionou o que classificou como tentativa de responsabilizar os três meses de gestão interina por problemas estruturais que, segundo ele, já vinham se acumulando anteriormente. Confira abaixo a íntegra:
Meus amigos, até quando vão usar os 90 dias de uma gestão assumida interinamente, após o afastamento de um governador pela Justiça, e que retornou ao cargo por meio de uma liminar, como justificativa para tudo?
Quando assumi o governo do Tocantins, em 3 de setembro de 2025, encontramos uma situação financeira muito delicada na saúde e no plano Servir, que atende os servidores públicos do Estado.
Naquele momento, havia quatro meses de faturas em aberto e uma dívida que ultrapassava R$ 271 milhões junto à rede credenciada do Servir. Ou seja, era um problema acumulado, que já vinha de antes e que precisava ser tratado com transparência e responsabilidade.
E foi o que fizemos: iniciamos auditorias, abrimos diálogo com sindicatos e prestadores, enfrentamos o problema das dívidas, renegociamos débitos e demos início à regularização dos pagamentos.
Por isso, causa estranheza ver agora uma tentativa de atribuir à gestão interina atrasos que já existiam antes mesmo de setembro, quando assumi o governo.
A pergunta que fica é simples: até quando o governo do Tocantins vai continuar tentando colocar na conta de três meses de uma gestão interina problemas estruturais que já vinham se acumulando no Estado por incapacidade administrativa do governo afastado?
O que a população espera não é disputa de versões ou de egos, mas soluções reais para garantir atendimento digno aos servidores e à população.
Comentários (0)