O Governo do Tocantins concluiu o ciclo de oficinas participativas do Programa Jurisdicional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação (JREDD+), com a realização da última etapa junto ao povo indígena Apinajé, na Aldeia São José, em Tocantinópolis. O encontro, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) em conjunto com a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), marcou o encerramento de um processo de escuta ativa que percorreu todas as regiões do Estado ao longo de dois anos.
Ao todo, foram realizados mais de 60 encontros que contaram com a participação de aproximadamente 5 mil pessoas, entre povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
A oficina com os Apinajé foi realizada a pedido da própria comunidade para aprofundar o entendimento sobre a governança e os benefícios do programa. Durante a atividade, que contou com expressiva participação feminina, lideranças como Sheila Apinajé ressaltaram a importância da metodologia clara adotada pelo governo, auxiliada por uma equipe indígena que facilitou a tradução de conceitos técnicos para o grupo.
O cacique Evaldo Apinajé reforçou que o momento foi fundamental para sanar dúvidas dos mais de 2.300 indígenas da região, permitindo uma troca de conhecimento sobre como o Programa REDD+ impactará a realidade local. A solenidade foi acompanhada por representantes da Funai, do Ministério Público Estadual e da prefeitura de Tocantinópolis.
Com a finalização deste ciclo presencial, o JREDD+ entra agora em uma nova fase de participação social, que inclui a realização de consulta online e audiência pública. Segundo a superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, a etapa de escuta valida as salvaguardas previstas e garante a transparência determinada pela gestão estadual.
O amadurecimento do programa permite agora que o Tocantins avance em busca da certificação dos créditos de carbono, visando gerar benefícios econômicos e sociais para os povos tradicionais e para o setor agroprodutivo, consolidando o estado como uma referência na economia verde de forma responsável e inclusiva.
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