Ministério da Saúde amplia assistência a pessoas com TEA no Tocantins

Investimento federal reforça custeio de serviços especializados e foca no diagnóstico precoce para crianças na rede pública estadual

Crédito: Lino Vargas/Arquivo Secom Gurupi

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 2, a ampliação dos recursos destinados à assistência de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Tocantins. A medida formaliza o repasse de incentivos para o Centro Especializado em Reabilitação (CER) Monsenhor Geraldo Torres, em Gurupi, que atua nas modalidades física e intelectual.

 

 

De acordo com as portarias assinadas pelo governo federal, a unidade passa a contar com um aporte que integra o plano nacional de R$ 83,3 milhões para a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Conforme o Ministério da Saúde, o objetivo é garantir que o atendimento especializado receba um incentivo adicional de 20% para qualificar a assistência multidisciplinar.

 

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a estruturação da rede busca fortalecer o cuidado desde a atenção primária. Segundo o ministro, a prioridade é a identificação precoce e o suporte às equipes especializadas, garantindo que o diagnóstico resulte em intervenções oportunas.

 

 

Diagnóstico e formação

Conforme os dados oficiais, o SUS registrou um aumento de 84% nos atendimentos a pessoas com TEA entre 2022 e 2025. Para sustentar esse crescimento, o governo lançou o Guia de Intervenção Precoce, material técnico que orienta profissionais sobre estímulos e terapias fundamentadas em evidências científicas.

 

 

Segundo a pasta, o rastreio de sinais em crianças de 16 a 30 meses agora utiliza o instrumento M-CHAT integrado ao prontuário eletrônico. De acordo com o Ministério, a ferramenta permite identificar riscos de autismo precocemente, agilizando o encaminhamento para o tratamento especializado.

 

 

Capacitação profissional

Além do aporte financeiro, o Ministério da Saúde destacou o investimento na qualificação das equipes. Conforme o órgão, milhares de profissionais participam de programas de treinamento em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, com foco no desenvolvimento neuropsicomotor e no suporte aos cuidadores e familiares.

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