Novas vítimas de cartões clonados procuram a polícia para registrar queixas

Delegado que investiga o crime suspeita que quadrilha pode ter ramificações fora do Tocantins.

Delegado Claudemir Luiz
Descrição: Delegado Claudemir Luiz Crédito: Lourenço Bonifácio

Pelo menos 30 novas vítimas de clonagem de cartão de crédito do Banco do Brasil procuraram a polícia nesta segunda-feira, 5, para registrar queixa por terem tido débitos feitos de maneira ilegal em suas contas.

 

De acordo com o delegado Claudemir Luiz Ferreira, da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), até agora mais de 106 pessoas registraram queixas. O delegado informou que as investigações estão sendo conduzidas no sentido de identificar como a quadrilha agia para prender os autores da fraude.

 

“Através dos Boletins de Ocorrência vamos verificar em quais terminais foram cometidos os delitos para estabelecer uma ligação entre eles”, informou o delegado.

 

A servidora pública Jucélia Coelho contou ao T1 Notícias que teve R$ 645,00 debitados em sua conta. Ela foi até a delegacia para registrar o BO, documento que será levado ao Banco para ter o ressarcimento do dinheiro. “Tenho conta no Banco do Brasil desde 1997 e nunca passei por uma situação destas”, contou a servidora, alegando que sempre opera na Agência Pioneiros, na Avenida Theotonio Segurado.

 

Outro servidor público, Marcelo Souza, também teve R$ 800,00 sacado de sua conta e foi à delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. “Meu cartão estava bloqueado desde o dia 31 de outubro e procurei a agência para fazer o desbloqueio quando constatei que ele havia sido utilizado indevidamente”, contou o servidor.

 

Linhas de investigação

O delegado afirmou ao T1 Notícias que a polícia trabalha com duas linhas de investigação. “Os cartões podem ter ser sido clonados através de um chupa-cabra instalado nas próprias agências ou então em outros terminais”, argumentou.

 

O delegado suspeita também que a quadrilha pode ter estar usando terminais de empresas que já foram dado baixa. No caso da servidora Jucélia Coelho, ao lado do saque indevido aparece a justificativa “impostos”. Em outros casos aparece como suposto favorecido “L&R”.

 

Casos em Guaraí

Este não é o único caso de clonagem de cartões. Recentemente, de acordo com o delegado da Deic, pelo menos 25 casos foram verificados em Guaraí. O delegado acredita que a quadrilha não agiu apenas em Palmas. “Também temos registros de compras feitas em outros estados”, informou o delegado.

 

Claudemir tem 30 dias para concluir o inquérito. “Esperamos que neste prazo tenhamos conseguido identificar os criminosos. Eles devem ser indiciados por crime de furto qualificado, com pena de três a oito anos de reclusão, além de formação de quadrilha”, contou. 

 

Ressarcimento

Em entrevista nesta manhã, o superintendente do Banco do Brasil no Tocantins, João Batista de Sá Ayres, informou que Banco está ressarcindo os clientes que tiveram cartões clonados. “Queremos tranquilizar os clientes e dizer que todo o dinheiro que foi sacado mediante fraude será ressarcido”, informou o superintendente.

 

De acordo com ele, desde o momento em que a fraude foi constatada, os funcionários do Banco começaram a manter contato com as vítimas.

 

João Batista orienta os correntistas a ficar atentos com as movimentações em suas contas e procurar a gerência do Banco quando tiverem qualquer dúvida.

 

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