O Conselho Federal da OAB (CFOAB) anunciou na terça-feira, 10, a criação do Plano Nacional de Integração de Inteligência Artificial na Advocacia, iniciativa que pretende preparar os profissionais do Direito para os desafios e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias. O lançamento ocorreu durante o evento “A Advocacia Disruptiva: Desafios Éticos, Riscos e a Gestão de IA na Prática Diária”, realizado em Brasília.
Um dos destaques do encontro foi a participação do diretor-geral da Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA Nacional), Gedeon Pitaluga, que reforçou o compromisso da instituição com a capacitação da advocacia diante das transformações tecnológicas que impactam o setor jurídico.
Segundo Gedeon, a inteligência artificial representa uma mudança histórica na forma de atuar da advocacia, exigindo atualização constante e preparação técnica dos profissionais. “Estamos diante de uma transformação histórica. A ESA tem o dever de preparar a advocacia para essa nova realidade, oferecendo conhecimento e ferramentas para que os profissionais possam atuar com segurança, eficiência e responsabilidade”, afirmou.
O plano lançado pela OAB Nacional será desenvolvido com foco em cinco eixos estratégicos: governança e boas práticas no uso da inteligência artificial, capacitação da advocacia, modernização dos serviços da Ordem, defesa das prerrogativas profissionais e fortalecimento da jovem advocacia.
Dentro desse contexto, a ESA Nacional terá papel central na formação dos advogados e advogadas de todo o país. Durante o evento, foi anunciado o curso “Inteligência Artificial e Gestão de Negócios para o Setor Jurídico”, que integrará um programa permanente de qualificação voltado ao uso ético, responsável e estratégico da tecnologia na advocacia.
Para Gedeon Pitaluga, o avanço da inteligência artificial exige que a advocacia esteja preparada para utilizar as novas ferramentas sem abrir mão dos princípios que garantem a qualidade da prestação jurisdicional e a defesa dos direitos dos cidadãos.
O evento também reuniu representantes do Conselho Federal da OAB, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialistas em tecnologia, proteção de dados e inovação jurídica, consolidando o debate sobre o futuro da advocacia brasileira diante da transformação digital.
Confira a discussão sobre o tema aqui.
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