O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe-TO oficializou a abertura do processo eleitoral para o quadriênio 2026/2030, com a publicação do edital na página 107 do Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 30 de janeiro. O pleito, marcado para o dia 6 de março de 2026, definirá a nova diretoria executiva e o conselho fiscal da entidade. Com a divulgação do documento, os interessados têm o prazo improrrogável de 10 dias consecutivos para o registro das chapas, que se encerra na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro.
As inscrições devem ser realizadas presencialmente na sede administrativa do sindicato, em Palmas, durante o horário comercial. Para a validação do registro, as chapas precisam apresentar uma composição completa com 42 candidatos, ocupando todas as vagas de titulares e suplentes, incluindo as diretorias regionais. O edital veda candidaturas individuais ou chapas incompletas, exigindo conformidade estrita com as normas estatutárias.
A votação contará com o apoio logístico do TRE-TO, que disponibilizará urnas eletrônicas para a capital e para as regionais de Porto Nacional, Gurupi, Taguatinga, Araguaína e Araguatins. Estão aptos a votar os servidores filiados há mais de 90 dias e em dia com suas obrigações financeiras. O cronograma prevê que a nova gestão tome posse no dia 1º de junho, assegurando a continuidade da representação democrática da categoria.
Autoridades e Representatividade Institucional
O processo é conduzido por uma Comissão Eleitoral independente, responsável por garantir a transparência e a isonomia da disputa. A fiscalização do pleito envolve a análise documental rigorosa e o cumprimento do calendário oficial, que pode ser consultado na íntegra no portal do sindicato. A participação do Tribunal Regional Eleitoral reforça a segurança jurídica da eleição, utilizando urnas de lona apenas como medida de contingência técnica.
A lista de documentos - inclusive o edital - referentes a eleição pode ser vista aqui.
Eleição e crise em 2025
Em setembro de 2025, a diretoria do Sisepe aprovou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o afastamento cautelar do presidente Elizeu Oliveira. As acusações incluíam supostas irregularidades em pagamentos de diárias, uso de veículo oficial e repasses a federações sem consulta ao colegiado. Na ocasião, a secretária-geral Kelismene Gomes assumiu a presidência interina, e o comando do sindicato passou a ser exercido por uma ala dissidente da diretoria.
O afastamento foi marcado por episódios que incluiram a troca física das fechaduras da sede do sindicato e o bloqueio de acessos digitais do presidente afastado. Elizeu Oliveira classificou o ato como uma "manobra desleal e eleitoreira", alegando que não houve direito à ampla defesa. Durante os 71 dias em que esteve fora, a gestão interina deu seguimento aos trabalhos e chegou a convocar eleições para dezembro de 2025.
Justiça
A reviravolta ocorreu no início de dezembro de 2025. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) concedeu uma liminar determinando o retorno imediato de Elizeu Oliveira ao cargo. O magistrado entendeu que houve "inversão da ordem lógica" no processo de afastamento e desrespeito ao devido processo legal.
Ao reassumir, Elizeu anulou os atos da gestão interina relacionados ao pleito que ocorreria naquele mês, alegando a necessidade de garantir a isonomia do processo.
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