O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Tocantins (Sindare) divulgou nota repudiando o posicionamento do Sindifiscal, outro Sindicato que representa parte da categoria. O Sindifiscal, anteriormente, havia divulgado nota em que repudia o movimento dos servidores do quadro administrativo da Secretaria da Fazenda (Sefaz).
O Sindare, por meio de nota, diz ser contra o posicionamento do Sindifiscal e a favor da luta dos servidores do quadro administrativo. Na nota, o Sindare afirma que “a entidade classista, movida por preconceituosa e latente ira, tenta impor aos Auditores Fiscais, em geral, uma pecha que só a ela - diretoria da dita entidade e alguns dos seus asseclas”.
Em relação ao que o Sindifiscal diz ser uma “ chantagem ao Governo”, o Sindare diz: “E agora vêm falar em uma suposta chantagem dos colegas administrativos do quadro de apoio. Só mesmo óleo de peroba para tamanha cara de pau – com a licença da palavra. Chantagem e ameaça de greve é o que essa turma bem sabe fazer. No ano passado e mesmo neste ano já ameaçaram fazer greve. Não farão. Só ameaçam. E se fizerem a auditoria não vai parar, afinal desses quinhentos, nem dez por cento faz auditoria e, os que fazem, se ocupam das pequenas empresas. E os postos fiscais?”. Ainda na nota, o Sindare cita o sucateamento dos postos de fiscais e questiona: “Greve agora é chantagem?!”.
No fim da nota, o Sindare diz que, como nas conversas com o atual Secretário da Fazenda, Paulo Afonso Teixeira, percebe-se que está havendo solidariedade à luta dos servidores do Quadro de Apoio, “uma greve neste momento, deve ser repensada. Por outro lado, o silêncio por parte do Governo Estadual, cria uma situação de plena instabilidade no âmbito da SEFAZ – TO”, diz.
O presidente do Sindare, Jorge Couto, disse ao T1 que o principal motivo da nota do Sindare publicada nesta segunda-feira, 4, é que o Sindifiscal entende que fala por toda a categoria, o que Couto nega: “O Sindifiscal anunciou que toda categoria fiscal entende que a ADI é irretocável, que eles (quadro administrativo) estão chantageando o Governo, mas o Sindifical fala em nome da diretoria dele”, explicou.
Couto argumenta que 96% dos auditores concursados para o cargo de auditor são filiados ao Sindare: “Eles não tem legitimidade, sendo assim, a nota foi principalmente para evitar esse clima provocado”.
Ao T1, Jorge Couto reiterou que “a luta do quadro administrativo é legítima, mesmo sendo eles atividade meio. Não posso compactuar com nota preconceituosa e coloca todos os auditores contra”, conclui.
Entenda o caso:
Por conta de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), imposta pelo Ministério Público Estadual contra o movimento paredista dos servidores do quadro Administrativo da Sefaz, e que suspendia o Plano de Cargos e Carreiras dos mesmos servidores, o Sindifiscal emitiu nota em que se diz contra o movimento. Os servidores do quadro administrativo anunciaram uma possível paralisação das atividades nesta terça-feira, 05. Em nota, o Sindifiscal coloca a greve dos servidores administrativos como uma “chantagem ao Governo”.
Os servidores do Quadro Administrativo propuseram Medida ao Governo, para que tivessem um Plano de Carreira e servidores próprios, sendo que os servidores que já atuam na Sefaz sejam retirados do Quadro-Geral do Estado e anexados ao Quadro da Sefaz.
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