O funcionalismo público do Tocantins enfrenta uma grave crise na assistência à saúde. Nesta semana, o Sintras (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde) e o Sisepe (Sindicato dos Servidores Públicos) unificaram o tom das críticas contra a precariedade do plano Servir. As entidades denunciam que, embora o desconto continue sendo feito rigorosamente no contracheque, os servidores estão "de mãos atadas" ao buscar atendimento.
Em posionamento encaminhado à imprensa, o Sintras-TO classificou a situação como grave e inaceitável. Segundo o sindicato, os servidores relatam que consultas, exames e procedimentos estão sendo negados ou suspensos em diversas clínicas e hospitais. Relata ainda que sem o plano, muitos profissionais da saúde — que cuidam da população, mas não conseguem atendimento para si — estão sendo obrigados a pagar consultas e procedimentos na rede particular.
O Sintras exige uma resposta imediata para que a dignidade dos trabalhadores e seus dependentes seja preservada. O cenário é grave e exige resposta imediata do Estado, afirma o presidente do Sintras, Manoel Miranda. “Não é aceitável que o servidor continue pagando pelo plano e, quando precisa, não consiga ser atendido. Estamos falando de saúde, de pessoas que dependem desse serviço para garantir dignidade e qualidade de vida. O Sintras está cobrando providências urgentes para que esse atendimento seja normalizado”, afirmou.
O vice-presidente do Sintras, Raimundo Morais, reforça que o sindicato segue atento e mobilizado para defender os direitos da categoria. “Recebemos relatos diariamente de servidores e familiares que estão enfrentando dificuldades para conseguir atendimento. Isso gera angústia, gastos inesperados e insegurança. Nosso papel é dialogar e buscar uma solução concreta para que o servidor não seja prejudicado”, destacou.
Atendimento odontológico e resposta do governo
O Sisepe-TO, por vez, focou sua denúncia na interrupção total dos serviços de odontologia, o que, segundo a entidade, atinge milhares de beneficiários. O Sindicato observa que o plano odontológico é descontado mensalmente, mas o atendimento foi suspenso, o que configura uma quebra de contrato com o servidor.
De acordo com o Sisepe-TO, a Secretaria da Administração (Secad) admitiu ao Sisepe-TO a existência do problema no atendimento odontológico em ofício do dia 15 de janeiro. De acordo com o Sindicato, o governo justifica que a suspensão ocorreu por falhas de empresas contratadas durante a gestão interina anterior e prometeu nova licitação para regularizar o serviço. (https://sisepe.controlsind.com.br/noticias/2026/1/5/sisepe-to-pede-providencias-urgentes-para-retorno-de-atendimento-odontologico-do-servir/).
No documento, o secretário reconhece a dificuldade e garante que o Estado vem tomando todas as providências para restabelecer o atendimento aos beneficiários com a maior brevidade possível. “Nesse sentido, informamos que a suspensão dos atendimentos odontológicos do Plano Servir ocorreu durante a gestão interina, em um contexto distinto do histórico de funcionamento regular do serviço”, justificou Paulo César Benfica, ao explicar que os problemas começaram ainda durante a administração interina.
Elizeu Oliveira agradeceu a resposta do secretário e destacou que o sindicato seguirá vigilante e mantendo a cobrança constante até que os serviços sejam restabelecidos a pleno. “O servidor tem todo o mês descontada a parte do pagamento do Servir e precisa que o atendimento seja completo. Esperamos que o compromisso do Estado de resolver essa situação o mais rápido possível se concretize”, destacou o sindicalista.
O que diz o Governo?
A gestão estadual afirma que está tomando providências para restabelecer o funcionamento pleno do Servir. A culpa pelas interrupções tem sido atribuída a problemas herdados de meses anteriores, mas o governo assegura que a prioridade é a reorganização administrativa para garantir a continuidade da assistência médica.
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