Trajetória de produtora no Tocantins destaca protagonismo feminino no cooperativismo

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A presença feminina no agronegócio brasileiro cresce ano após ano, assumindo espaço tanto na gestão das propriedades quanto nas decisões estratégicas da produção. No Tocantins, esse movimento também ganha força dentro do cooperativismo, como demonstra a trajetória da produtora rural Nilva Regina Celestino de Castro, cooperada da Frísia Cooperativa Agroindustrial.

 

 

Filha de agricultores, Nilva cresceu no meio rural e desde cedo acompanhou a rotina do campo. A convivência com a atividade agrícola moldou sua relação com a terra e influenciou o caminho que seguiria anos depois. “Sou filha de agricultores e cresci no meio rural, aprendendo desde cedo o valor da terra, do trabalho e da perseverança. Mais tarde, a vida me conduziu a continuar essa história ao lado do meu esposo, também agricultor”, conta.

 

 

Nascida no estado de São Paulo, Nilva mudou-se ainda criança com a família para o Paraná, onde o pai adquiriu uma propriedade rural. Foi nesse ambiente que passou a infância e a juventude sempre ligada às atividades agrícolas. Anos depois, já em Minas Gerais, conheceu o marido, também agricultor, com quem construiu a família.

 

 

A trajetória da família passou por diferentes regiões do país. Após viverem por 19 anos em Goiás, o casal decidiu se estabelecer no Tocantins, onde reside há 18 anos e mantém a produção agrícola.

 

 

Na propriedade, Nilva atua principalmente na organização administrativa e financeira da fazenda, contribuindo para a gestão do negócio rural e para o planejamento das atividades produtivas. “Hoje me dedico mais à parte burocrática e financeira da fazenda. Isso permite que meu marido se concentre na parte operacional, e assim conseguimos conduzir juntos o desenvolvimento da propriedade”, explica.

 


 
Sucessão

A gestão da fazenda também passou a contar com a participação da nova geração. Com a formação do filho mais novo em Agronomia, o planejamento da produção passou a ser conduzido principalmente por ele ao lado do pai, fortalecendo o processo de sucessão familiar no campo.

 

 

Nesse contexto, o cooperativismo tem papel relevante no desenvolvimento da atividade. Cooperada da Frísia, Nilva destaca a importância de fazer parte de uma organização que reúne produtores e fortalece o trabalho coletivo no agronegócio. “É motivo de orgulho ser uma mulher cooperada da Frísia e fazer parte de uma cooperativa que também atua no Tocantins. O cooperativismo mostra que, quando trabalhamos juntos, somos mais fortes e conseguimos alcançar resultados que muitas vezes sozinhos não conseguiríamos”, afirma.

 

 

Com presença consolidada no agronegócio brasileiro e atuação crescente no Tocantins, a Frísia reúne produtores em um modelo baseado na cooperação, na assistência técnica e no compartilhamento de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento das propriedades e para o fortalecimento da cadeia produtiva.

 

 

Para Nilva, fazer parte de uma cooperativa também representa mais segurança para investir e planejar o futuro da atividade rural. “O cooperativismo tem um papel fundamental no desenvolvimento da nossa propriedade. Através da Frísia temos acesso a conhecimento, tecnologia e assistência técnica, além da segurança de fazer parte de uma cooperativa sólida. Isso nos dá mais confiança para investir e produzir melhor”, destaca.

 

 

Ao falar com outras mulheres que desejam atuar no agronegócio, Nilva reforça que a participação feminina é essencial para o fortalecimento do setor. “Que as mulheres acreditem no seu potencial e participem cada vez mais das decisões e da gestão. O agronegócio precisa da presença feminina, da dedicação e da visão das mulheres para continuar evoluindo”, finaliza.

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