A Universidade Federal do Tocantins (UFT) informou que realizará uma ação de apoio presencial para auxiliar estudantes indígenas no processo de matrícula do semestre letivo. A iniciativa será nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, na UTL da Funai, em Tocantínia, e conta com o apoio dos câmpus de Palmas, Miracema e Porto Nacional.
A ação é resultado de diálogo entre a gestão universitária e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), e atende uma demanda apresentada pelos próprios estudantes indígenas. Segundo o presidente do DCE, Ricardo Xerente, a iniciativa representa uma conquista construída a partir da articulação institucional.
“Depois de um período de diálogo e articulação com a equipe técnica, junto à Pró-Reitoria da Universidade Federal do Tocantins – Câmpus Palmas, conseguimos viabilizar um atendimento específico para facilitar o processo de matrículas dentro da área indígena, na comunidade Xerente. Essa conquista é fruto do diálogo respeitoso entre a universidade e a comunidade, reconhecendo as dificuldades de acesso enfrentadas pelos povos indígenas aos serviços acadêmicos”, afirmou.
Ricardo destacou ainda que a demanda é apresentada desde o ano passado, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por estudantes no primeiro contato com os processos acadêmicos, como matrícula, solicitação de auxílios e acesso a programas institucionais. “Como é pela primeira vez, a gente não sabe o que fazer. Então fica muito difícil lidar com as documentações. Essa ação facilita o acesso, a comunicação e o acompanhamento dos estudantes”, explicou.
De acordo com o presidente do DCE, o atendimento em Tocantínia beneficiará estudantes indígenas de diferentes câmpus da UFT, como Palmas, Gurupi, Miracema, Porto Nacional e Arraias, envolvendo toda a comunidade indígena atendida pela Universidade.
A pró-reitora de Graduação, Valdirene de Jesus, ressaltou que a ação está alinhada às diretrizes institucionais de acolhimento e permanência estudantil. “A permanência do aluno indígena, quilombola e de comunidades tradicionais começa nesse primeiro momento de acolhimento. É sentar com o estudante, entender as dificuldades e ajudar no processo de matrícula, criando um canal de comunicação dentro da Universidade”, destacou.
Segundo ela, este será o primeiro momento de atuação direta da equipe no território, com o objetivo de compreender a dinâmica local e os principais desafios enfrentados pelos estudantes. A partir disso, a UFT pretende articular ações com projetos e programas institucionais para fortalecer o acompanhamento acadêmico e a permanência desses alunos.
A pró-reitora também informou que a iniciativa contará com a integração de diferentes pró-reitorias, como Prograd, Proest e Proex, em uma atuação conjunta voltada ao acolhimento, à permanência e ao sucesso acadêmico dos estudantes indígenas, conforme as diretrizes previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
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