Acharam o que nunca tinha sido roubado: e agora José?

A Secretaria da Habitação veio à público nesta quarta-feira, 25, corrigir um erro: divulgou precipitadamente um desaparecimento de processos que não aconteceu. Depois de chamar a polícia, a perícia, mandar nota para a imprensa, e posar nas redes de T...

Respeito demais a atuação do governo atual em tentar corrigir os erros cometidos no passado. Ainda que no passado recente. Mas o que se viu ontem com a divulgação de uma nota à imprensa acusando o desaparecimento – nas entrelinhas, o furto - de 210, ou 214 processos relativos à venda de lotes comerciais, é uma vergonha. Daquelas que desacreditam a boa intenção por trás da ação.

Que me desculpe antecipadamente o secretário de Planejamento, que veio ao espaço de comentários explicar que o governo, erra, mas conserta o erro, antes ainda da divulgação nesta quarta-feira, da nota admitindo, o “equívoco”. Tem gente errando além da conta. E errando não só com a imagem do governo, mas atentando contra a imagem dos servidores em geral, que serviram à gestão passada.

Na ânsia de “por a boca no trombone”, a Sehab fez circular a nota à imprensa, chamou polícia, chamou perícia, e o sub secretário da pasta, na área de regularização fundiária, Gláucio Barbosa Silva foi à TV denunciar o fato.

A ânsia em aparecer e as suspeitas infundadas

Agora, 24 hs depois, o tom é outro. Seria um “provável desaparecimento”. Ah, pára. Quem quiser que conte outra. A nota divulgada não deixa espaço para divagações: “O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria da Habitação vem a público informar a população tocantinense, que no último final de semana prolongado foram furtados 210 processos de lotes comerciais. Os processos furtados fazem parte do conjunto daqueles lotes que estão em apuração de ilícitos, vendidos diretamente pela Codetins no final da gestão passada”.

Tudo bem, erros acontecem. Desorganização também. Por que a história de que a funcionária do arquivo não sabia que os processos estavam sob investigação sigilosa não cola. Um chefe tinha que saber. O próprio sub-secretário, quem sabe? Agora chegar ao extremo de acusar um roubo que não houve e lançar a suspeita sobre quem não tinha nada a ver com isso, é demais. Autoridade tem fé pública, até prova em contrário. O que aconteceu é desmoralizante.

A nota da Sehab passou recibo de uma situação que tem que ser corrigida rápido. O erro é humano. Mas na administração pública tem conseqüências desastrosas. Repito o Capitão Nascimento: Não dá conta? Pede pra sair.

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