O pior cenário para qualquer político, em qualquer grupo, é a incerteza. Depois de algumas semanas sem que o assunto “chapão” fosse aventado, ele volta à tona nas manchetes e nas conversas de bastidores. Ontem em Palmas, o ex-governador e deputado federal Moisés Avelino sinalizou que pode haver um fato novo nas próximas semanas, indicando a possibilidade de um grande acordo reunindo PSDB e PMDB, até aqui em campos radicalmente opostos.
Um caminho neste sentido já havia sido tentado pelo deputado federal Osvaldo Reis. Muitos atribuem a ele o discurso de Valtenis Lino na reunião do PMDB que trouxe a discórdia entre a cúpula peemedebista e o presidente da ATM. O fato é que a idéia do chapão, com Reis ocupando a vaga de senador tendo Siqueira Campos candidato ao governo, está morta. Não encontrou respaldo dentro do próprio partido.
Gaguim sondado
Ouvindo as conversas de bastidores – coisa normal depois de cinco dias de molho no hotel esperando o espaço aéreo abrir - descubro que o governador foi sondado para ser ele próprio candidato ao Senado na chapa de Siqueira. Um emissário teria feito a proposta à Gaguim, que não aceitou. Se quisesse ser senador, neste cenário, teria que ter se desincompatibilizado na data determinada pelo calendário eleitoral.
Pois se Gaguim não abriu mão do governo, e permanece no cargo, sua única opção no quadro atual, seria disputar a reeleição, ou ser governador até o último dia não concorrendo a nada. Questionado por mim ontem sobre a possibilidade de ainda recuar da decisão de ser candidato, ele me respondeu desconversando: “nada a declarar”.
Foi motivo suficiente para o deputado Stálin Bucar (PR), um dos maiores defensores de sua reeleição ir questioná-lo na manhã de hoje. O clima entre os dois esquentou, e a conversa terminou com Gaguim batendo o martelo: está decidido a concorrer.
Siqueira não abre
Diante disto, se Siqueira está decidido a não abrir, e Gaguim também é candidato, o chapão está morto e enterrado. A possibilidade que alguns tem levantado nos bastidores de que a senadora Kátia Abreu possa ser o nome de convergência entre os dois grupos, peemedebistas e tucanos também parece remota. Ao que tem indicado, Kátia apoiará Siqueira, com data de anúncio da coligação PSDB/DEM/PR já marcada para a próxima semana.
Portanto, depois de muito vai e vem, o cenário que se desenha como opção para que o tocantinense escolha seu destino é de dois candidatos já colocados, e um terceiro que ainda acredita-se que possa compor, o petista Paulo Mourão. Ao meu ver, o momento de costurar o chapão já passou. Vamos ver se o tempo e os fatos provarão o contrário.
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