Nos bastidores da política tocantinense já se trava uma guerra silenciosa que representará metade da eleição. Explico. São as definições dos partidos. Até aqui, afastaram-se da base do governo de coalisão, o PV e o PR. As duas legendas devem seguir com Siqueira Campos. Já que Ribeiro descartou apoio a Raul, que acabou não deixando a prefeitura, menos provável ainda será vê-lo apoiando Paulo Mourão. É questão de dias o anúncio da decisão do senador.
Esta semana um capítulo da guerra interna de partidos divididos entre o governo e a oposição vazou para nós, meros observadores da imprensa. Foi o caso do PPS, onde houve intervenção no diretório de Palmas (será que era hora?), provocando a rebelião de um grupo importante que estava quieto. E Abrão Lima foi à Brasília pedir intervenção da nacional no Tocantins.
Ainda que se leve em conta o que disse o deputado Eduardo do Dertins sobre seu bom relacionamento com Roberto Freire, a nacional acaba de intervir no Piauí por motivos digamos, próximos dos alegados no Tocantins. Mas Dertins agiu com a rapidez de um discípulo de Gaguim. Dois dias depois de afirmar ao Site Roberta Tum que ficaria com Dilma – “Acho que não me fiz entender”, disse depois – foi à reunião da executiva do partido em Brasília oferecer palanque extra para Serra em prova de alinhamento e fidelidade à orientação da nacional.
No mínimo, o deputado foi inteligente, ao dar sua cartada para contornar a crise.
PTB balança
O PTB do sério e ponderado deputado José Geraldo, é outro partido que balança e pode deixar a base aliada do governo. Isto por que historicamente seus dirigentes nacionais e base estadual foi próxima do ex-governador Siqueira Campos. Uma convergência neste sentido lá por junho, pode acontecer.
Depois que o PMDB lançou Gaguim, à reeleição, as conversas em torno de apoio já se afunilam. Embora no senso comum já se tenha como certo que DEM e PR ficarão com Siqueira, até que os anúncios sejam feitos, há espaço para todo tipo de articulações. Só o chapão é que parece completamente descartado.
Se o PT persistir na candidatura própria - já se ouve que com a intenção de provocar o segundo turno – vamos ver para que rumo vão PDT, PSB e outros cujo destino parece também já estar definido. Digo parece por um simples motivo: até 31 de junho, data final para as convenções o Tocantins só não verá, “boi voar”, como gosta de dizer o deputado estadual Paulo Roberto.
Contradizendo o novo republicano, o sarcástico André Gomes, irmão do deputado Eduardo Gomes me disse outro dia: “eu já vi boi voar. O Boi quando era vice-governador, voava muito de asa delta. E também já vi Boi ser governador”.
Brincadeiras à parte, é bom ter senso de humor para assistir de camarote tudo que ainda vem por aí na política tocantinense.
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