A análise feita neste espaço semana passada sobre os possíveis impedimentos que atrapalham uma aliança entre PT e PMDB a esta altura da discussão de candidaturas ao governo, foi objeto de um telefonema do presidente Donizete Nogueira ao Site RT na sexta-feira, 7. O artigo foi baseado em conversas de bastidores com uma fonte petista e uma peemedebista, as duas da mais alta envergadura.
O partido cogitou o envio de uma nota para sintetizar seu pensamento sobre o assunto. Como a nota não chegou, e as ponderações do presidente são interessantes, abro um espaço para expor como pensa atualmente a direção do Partido dos Trabalhadores. “O que o pessoal não está entendendo é que não é o Reis, ou a postura do Raul que atrapalham. O fato é que o PT tem candidato, e uma conjuntura altamente favorável a nós nesta eleição. Diálogo pode existir, mas nós temos candidato e vamos eleger o próximo governador” sustenta Donizete.
O fato é que o PT está levando muito à sério a pré-candidatura colocada de Paulo Mourão ao governo. Alem, é claro, da pré-candidatura de Sadi ao Senado. A possibilidade de acordo com o PMDB teria ficado lá atrás depois da histórica reunião com Gaguim, Reis, Raul, Donizete, Padilha, Eduardo Dutra e Sadi em Brasília.
Os bastidores do acordo desfeito
Conforme fonte petista - que não é o presidente Regional, diga-se de passagem – a reunião terminou com o martelo batido e mãos apertadas selando um acordo que incluía uma pesquisa de opinião a ser encomendada e paga pelo grupo, com o acompanhamento de um marqueteiro de cada pré-candidato.
No dia seguinte à conversa, e depois de uma visita do governador Gaguim ao apartamento do senador João Ribeiro, um telefonema desfez o acordo que havia sido feito na presença de um ministro e do presidente nacional do PT. O PMDB não tinha pressa, e ia esperar. “Tivemos que ligar para o ministro e dizer que estava tudo acabado” me disse um dos integrantes da cúpula petista.
Conversa fica para o segundo turno
O que está claro no posicionamento oficial do PT é que o partido quer construir seu projeto para o governo, apresentá-lo à sociedade e depois de testado seu candidato nas urnas, conversar sobre apoio num eventual segundo turno. O otimismo é grande. “A conjuntura desta eleição nos favorece, e o Paulo já está crescendo muito”, afirma Donizete Nogueira.
Falar em acordo agora, antes das convenções, equivaleria a ter que sugerir ao governador Gaguim que abrisse mão de disputar. O que os petistas entendem, é algo impensável. Assim, a se levar em conta o que diz o diretório regional em suas decisões amplamente anunciadas, e no discurso oficial à imprensa, o Tocantins terá três candidatos ao governo este ano.
O PT quer ser levado à sério na sua pretensão de governar o Estado. E tem razões para isto. Afinal, é o partido do presidente da República, tem a prefeitura da Capital, e de cidades importantes do interior tocantinense. Hoje, pelo menos, o quadro é este. Vamos ver se prevalece até os dias finais de junho.
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