O pacote de mudanças promovido esta semana pelo governador Siqueira Campos trouxe mais do que novos nomes para funções importantes. Trouxe aquela chama de esperança de que as coisas caminhem com mais celeridade e haja uma correção no rumo do que vai mal.
Vejam a questão da segurança de que falamos aqui algumas vezes nos últimos 15 dias, e em especial esta semana, por conta da onda de assaltos na capital.
Ao fazer as substituições que julgou necessárias ao longo da semana - e que deve terminar de fazer nesta sexta com o anúncio do presidente do grupo Itpac para a Saúde – o governador deu a resposta tão esperada à necessidade de aumentar o efetivo da Polícia Militar.
Um novo concurso, desta vez para 300 homens será realizado dentro do prazo que a lei determina, para suprir o que eu já apontava aqui: a gritante falta de homens para operacionalizar, cumprir ordens.
É bom esclarecer o que alguns não entenderam: as promoções são parte da vida do militar e devem acontecer sim. Mas não de forma desenfreada, sem um planejamento que permita à corporação manter seu efetivo de policiais nas ruas. O que critiquei, foi a promoção como moeda de troca de apoio dentro da PM. E isso de fato aconteceu muito nos últimos anos.
Também entendo que cabos possam ir para as ruas, mas se não for revista, a legislação é clara: oficiais ocupam posições de comando e não de execução.
Sabedor disto tudo, o governador deu a resposta que a sociedade esperava, e vai ampliar o efetivo da PM.
No mais, muita coisa interessante aconteceu nos bastidores da política tocantinense em especial na Assembléia Legislativa, onde o clima é outro. Mas isso já é assunto para outra conversa.
Por hoje vamos fazer uma pausa para registrar uma boa notícia com tudo que ela traz em torno de si: esta sensação de que as coisas voltam a acontecer em torno da solução dos problemas que efetivamente angustiam a sociedade.
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