Na tentativa de derrotar Kátia na Faet, Marzola procura o governo, oferece acordo com outro nome e perde a viagem

Nos últimos dias Júnior Marzola, presidente da Faet e desafeto da senadora Kátia Abreu procurou um interlocutor do governo para tentar acordo na sucessão da entidade que dirige. Oferecia os supostos mais de 20 votos que tem, para apoiar candidato de ...

A eleição para presidência da Faet acontece em maio e deve ser convocada via edital até o dia 10 de abril pelo atual presidente, ex-deputado federal Júnior Marzola, que ocupou a vaga deixada pelo vice-governador João Oliveira(DEM) no último mês de mandato. Lançada candidata pelo secretário da Agricultura, Jaime Café(PR), a senadora Kátia Abreu(DEM), presidente da CNA tem a simpatia de boa parte dos presidentes de sindicatos rurais. De outro lado Marzola tenta segurar a liderança que ainda tem.

Do rompimento na campanha do ano passado, ficou o clima de disputa entre os dois. Ela conquistou a vitória do seu candidato a governo. Ele amargou a derrota de ter apoiado Gaguim e levado consigo a maioria dos presidentes de sindicatos. Isto depois de perder a oportunidade de ser deputado federal, numa história confusa que deixou suas seqüelas na base de apoio que era comum aos dois até julho do ano passado.

Fonte do Site Roberta Tum no entanto conta que nos últimos dias, Marzola tentou uma estratégia ousada na missão de enfraquecer a candidatura de Kátia à presidência da Faet. O atual presidente teria procurado o governo através do secretário de Planejamento Eduardo Siqueira. Foi recebido por um assessor, que teria ouvido dele a seguinte proposta: “Eu tenho mais de 20 votos e estou pronto para apoiar o candidato do Siqueira à presidência da entidade, desde que não seja a Kátia”.

Para reforçar a suposta superioridade de votos que afirma ter num universo de pouco mais de 30 presidentes aptos a votar, Marzola teria dito que a adversária não chega a ter 10 votos entre os representantes de sindicatos.

A resposta que recebeu não foi animadora. “Quantos votos a senadora tiver, esses são os aliados que o governo tem no setor” teria respondido o assessor depois de consultados os dois líderes: pai e filho. E mais: que o governo não vai interferir na eleição da Faet.

Articulação era lançar sobrinho de Boi

A articulação de Marzola era lançar como candidato o sobrinho de Raimundo Boi e Manoel Pires (conselheiro do TCE), Fred. Não funcionou. Há quem veja na jogada uma tentativa de aproximação do conselheiro, que tem entre os processos de sua atribuição analisar, um que trata de supostas irregularidades cometidas por Marzola na gestão de recursos destinados à exposições agropecuárias. Questões técnicas de aplicação de verbas e não desvio, ao que tudo indica. Mas seja como for, um motivo para dor de cabeça.

O fato é que tem muita gente apostando numa eventual “crise” de relacionamento entre Kátia e o governo Siqueira. Nesta linha é que entrou Marzola, se apresentando como possível novo companheiro e aliado, desde que o governo rife a candidatura de uma aliada de primeira hora.

Quem vai vencer na Faet ainda é uma incógnita, mas nos bastidores está claro o que o governo está sinalizando que não vai acontecer: entrar numa disputa sindical para trocar amigos por adversários .

Ainda mais depois do ocorrido naquela disputa pela presidência da Assembléia de memória tão recente, em que a bancada de oposição chegou a oferecer a presidência para o DEM insatisfeita em ver Moreira ser eleito. Se Kátia não embarcou naquela, como poderiam Siqueira e Eduardo embarcar nesta?

Tivesse Marzola observado o quadro, teria visto o que diz a lógica. E teria evitado perder a viagem.

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