No Tocantins, falta mulher nas três chapas

O evento em apoio ao governador Carlos Gaguim (PMDB) "bombou" ontem no Ahãdu. Embora a organização não tenha caprichado nos detalhes como programação visual, nem convidado a militância a exemplo do que fez a União do Tocantins, o evento teve o difere...

Não é preciso ser grande analista político, nem marqueteiro para entender o óbvio: as mulheres representam uma parcela significativa e importante do eleitorado. Seu poder de decisão influenciará em muito os resultados eleitorais deste ano. Na disputa maior, a da presidência da República, terá pela primeira vez na história do País, uma mulher concorrendo com chances reais de eleição. E são duas na disputa: Dilma Roussef, e a inspiradora Marina Silva (PV).

E no Tocantins, como fica a participação da mulher? Por aqui não faltam bons valores, nomes fortes, de mulheres aguerridas em nenhuma das agremiações partidárias. Só que até agora os nomes confirmados são de homens apenas. Querem ver? Na União do Tocantins tem candidato a governador e primeira vaga ao senado definidos. Dois homens de valor: Siqueira e João Ribeiro.

No PT, também já está definido que concorrerão Paulo Mourão, e Sadi Cassol, os dois com folha de serviços extensa à comunidade. Já o PMDB anunciou ontem três homens nas principais posições de sua chapa: governador Gaguim, senador Leomar e o ex-governador Marcelo Miranda. Mas meu povo, cadê as mulheres?

Uma listinha para lembrar

No front do pré-candidato tucano não faltam mulheres de valor. A começar pela própria ex-prefeita de Araguaína, Valderez Castelo Branco, que ao que se sabe pleiteia a segunda vaga à senatoria. Tem no páreo, concorrendo com ela pela mesma indicação dois homens: Eduardo Gomes, que trabalha seu nome abertamente, e Marcelo Lélis, do PV, que pontua bem nas pesquisas espontâneas sem nunca ter falado em ser senador.

Ainda dá tempo para que Siqueira acolha uma mulher, já que dentro do grupo se dá como favas contadas, a indicação de João Oliveira para vice. Mas o DEM tem também Dorinha Seabra, pré-candidata a deputada federal. E Warner Pires, e tantas outras de luta.

Se olharmos o PT, também não faltam nomes. A começar pela primeira-dama da Capital, Solange Duailibe, deputada estadual. O PDT, que fica com Gaguim, por sua vez tem Edna Agnolin, que fez a diferença nas eleições de 2008, mas que pode estar impedida (há que pesquisar melhor a questão).

No grupo peemedebista, que envolve PPS, PSB, PDT e PTB, também não faltam mulheres de valor. Isso considerando que já tem PMDB demais na chapa, o que por si só impediria a mais elegante líder do governo - Josi Nunes - a concorrer. Mas lá do Sul surgem nomes como o de Goiaciara Cruz, por exemplo, queridíssima e que agregaria a qualquer chapa.

O exercício de composições é grande. Na hora de montar uma chapa, muitas coisas são consideradas: partido, expressão eleitoral, regionalização dos votos. Mas uma coisa é certa: as mulheres precisam estar bem representadas no processo político eleitoral deste ano. E não só nas proporcionais, mas também nas majoritárias.

Comentários (0)