O começo do último ano (real) de Raul e a necessidade que Palmas tem de que a gestão melhore logo

Os primeiros três meses do ano, considerando março até o carnaval, não foram positivos para a imagem do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT). Criticá-lo se tornou hábito de muitos segmentos da sociedade diante de alguns gargalos nítidos em sua adminis...

A questão mais preocupante com a gestão de Palmas, na minha opinião não são as festas populares que deixaram de acontecer, ou o abandono da política de fortalecimento dos atrativos turísticos da capital para transformá-la, pelo menos em um destino vendável para o turismo de negócios.

O fato é que a prefeitura de Palmas não tem cumprido à altura a missão e parcela de responsabilidade que tem em fazer girar a economia da Capital. Além das obrigações constitucionais e sociais do município é urgente um choque de gestão que demonstre para a sociedade que a máquina municipal não estagnou.

As conhecidas dificuldades registradas ano passado com a queda de recursos, além da dificuldade em manter o custeio de uma cidade ampla e cheia dos famosos “vazios urbanos” têm tudo para serem superadas.

O prefeito investiu, é sabido, em Educação. Sua marca de gestão será sem dúvida a construção das escolas de Tempo Integral, que permitem a oferta de atividades multi-disciplinares para crianças na primeira fase. Por outro lado garantem também às mães trabalhadoras a tranqüilidade necessária para irem “à luta”, enquanto os filhos estão bem guardados sob a tutela da escola pública.

Recuperação da malha asfáltica é urgente

A questão é que Palmas precisa, merece e quer mais. Vejam o caso que mais tem irritado o morador da Capital: buracos, aos milhares nas ruas da cidade. O custo para quem tem veículo aumentou muito nos últimos três meses. É um prejuízo inegável o que a má conservação da malha urbana dá diretamente ao contribuinte. De responsabilidade da gestão municipal.

Os técnicos da Secretaria de Infra Estrutura sabem, e já faz tempo, que tapar buracos em Palmas não resolve mais. A maioria das quadras residenciais e avenidas da Capital estão com o prazo de validade deste asfalto vencido. Boa parte dele é o que os engenheiros chamam de TSD – Tratamento Superficial Duplo. E bota superficial nisto. Sua média de conservação é de oito anos. Já se passaram bem mais.

O legado dos ex-prefeitos

Só para relembrar, numa rápida sessão de flash back pela história de Palmas, três ex-prefeitos deixaram sua contribuição quando se fala em pavimentação da Capital. Eduardo Siqueira, o primeiro, implantou as avenidas, fez a drenagem macro da cidade e iniciou o asfaltamento das quadras internas.

Odir Rocha, o segundo, foi o prefeito que mais asfaltou Palmas. O volume em metros quadrados da gestão de Odir - que teve a seu favor quatro anos de gestão em parceria com o governo do Estado – é, em termos percentuais o maior da história da cidade.

Da gestão dele, Palmas passou à gestão de Nilmar Ruiz, a terceira, que deu seguimento à pavimentação das quadras da capital. E lá se vão bem mais de oito anos que as últimas foram concluídas por ela.

O grosso do asfalto de Palmas, data, portanto da gestão de Rocha e está velho, precisando ser recuperado (seja de forma pontual, ou total em algumas vias). O problema é que a conservação de malha asfáltica - o famoso tapa-buracos - custa, conforme consultor da área ouvido pelo Site Roberta Tum, R$ 5,00 (cinco reais) o metro quadrado. A recuperação sai por três vezes mais.

Do jeito que as coisas vão, caso este problema não seja enfrentado da forma como precisa ser, brevemente teremos problemas em trafegar na melhor avenida da cidade - a que menos inunda - Teotônio Segurado. Nela, a última recuperação já data de 10 anos e o normal é que o asfalto comece também a se deteriorar.

Renovação administrativa e política

Com certeza o prefeito Raul Filho sabe de tudo isto e sabe que não poderá enfrentar o problema pela metade. A verdade é que Palmas teve dois bons momentos administrativos, a observar a questão política: o tempo em que Eduardo competia como prefeito, com Avelino governador, e multiplicava três vezes o dinheiro que entrava para a prefeitura de Palmas. Fez rede de água, implantou mais de 800 casas com o Habitar Brasil, criou a empreiteira “Oreia Seca” para dar resposta ao desemprego e deixou a lagoa de decantação do Aureny quase pronta. E depois governou com a ajuda do pai.

O segundo bom momento foram os anos de Odir Rocha com a ajuda de Siqueira, em que pese todo inferno astral político que desabou sobre ele com denúncias super dimensionadas cujo maior papel foi desestruturá-lo politicamente. Assunto para outro artigo, em momento oportuno.

Agora na oposição ao governo e mantendo-se nesta linha, Raul Filho (PT) - que fez duas campanhas sob o mote “Coragem” – está se aproximando da hora da verdade. A sua verdade política e administrativa. A sua herança para as futuras gerações de Palmas. É um prefeito carismático, de trato fácil com o povo e tem um legado na educação que é bom, mas Raul pode mais e a cidade precisa.

Vamos ver o que será do último ano que a gestão petista tem para se recuperar. Que, com certeza, é este. Ano que vem é tempo de disputa eleitoral. E aí, já sabemos, são outros quinhentos.

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