PMDB busca PT para aliança, Marcelo se movimenta em Brasília

Uma movimentação da cúpula pensante do PMDB, mais o grupo político que cerca o governador Carlos Gaguim já começa a ser notada desde o começo de semana, mesmo sem a presença do pré-candidato a reeleição, que está fora do País. Quando chegar ao Tocant...

A ausência do governador Carlos Gaguim do país desde o dia 15 tem provocado duas reações interessantes no meio político que o cerca. Se por um lado o vácuo deixado por sua ausência gera preocupação com a condução do projeto de reeleição de todo o grupo, por outro já obriga líderes, conselho político e a cúpula pensante do PMDB a se movimentar.

Preocupado em viabilizar recursos que permitam a governabilidade, Gaguim está fora da agitação que toma conta do meio político. Na Itália, o governador chegou a externar sua preocupação com a necessidade de atrair investimentos, e obter novos empréstimos para alavancar a produção. “O Estado só vai crescer e gerar empregos, se a gente atrair a iniciativa privada”, me disse ele terça-feira passada, num dia em que a Sefaz estava às voltas com o pagamento de R$ 45 milhões referentes a parcelas de empréstimos contraídos nos governos anteriores junto a organismos internacionais.

Enquanto Gaguim corre atrás de soluções administrativas, a política no Estado caminha a passos largos, e o grupo adversário se fortalece. Cientes disso, articuladores políticos do governo tem se reunido nos últimos dois dias para planejar ações. A esta altura, o ideal seria ter chapa definida, marqueteiro contratado, e pré-campanha em andamento. Mas a chapa não está pronta, e este é o primeiro desafio a ser vencido. 

A importância do PT

Quando desembarcar o governador terá pela frente a tarefa de compor a aliança que precisará construir para viabilizar sua pré-candidatura, lançada pelo PMDB no começo do mês. Juntar o PT na chapa é fundamental para fortalecê-la. Para isso a tendência dos peemedebistas é oferecer a vice, que os petistas definitivamente não querem.

De Gaguim ouvi que a segunda vaga para senador seria disponibilizada para compor com os partidos aliados. Leia-se: PT. De fontes importantes do PT tenho ouvido que a senatoria seria uma boa solução para o impasse, e fortaleceria as chances do partido eleger representante na bancada federal.

O problema maior que Gaguim terá que enfrentar é a falta de confiança que o PT tem no PMDB, primeiro por conta dos fatos que aconteceram em 2006. Segundo, por que a história recente de reunião e pré-acordo em Brasília, mostraram descompromisso do PMDB nas declarações de Osvaldo Reis que foram dadas em seguida.

Marcelo caminha

A verdade é que o PMDB poderia estar melhor articulado, se, e somente “se” já não tivesse perdido tanto da sua unidade. Moisés Avelino, Valtenis Lino, o próprio prefeito Abrão Costa e tantos outros que se distanciaram mostram que há algo errado no front. Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, a única coisa certa é a pré-candidatura de Marcelo Miranda ao senado.

Este, mesmo desgastado pela cassação, mostra que tem patrimônio político no Estado, e está firmemente decidido a brigar por uma vaga de Senador. Por onde passou no Sudeste, a pé ou de Hillux, arrebanhou correligionários e admiradores.

Em Brasília esta semana, o ex-governador circula entre os líderes nacionais do partido em busca de fortalecer relações e viabilizar apoio à sua candidatura, também por lá. Marcelo, de quem Paulo Mourão foi secretário, é peça fundamental para “dar liga” ao grupo que já está hoje em torno de Gaguim.

Na volta do governador caberá ao PMDB arrumar a casa, e viabilizar alianças fortes. Se quiser disputar as eleições com perspectiva de vitória.

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