A pressão popular derruba preço da gasolina nas principais capitais do País. Foi vitória da cidadania a redução dos preços abusivos. Depois de muito debate e apoio total da mídia, os preços caíram de R$ 3,04 para entre R$ 2,78 e 2,85. No Brasil são 29,8 bilhões de litros consumidos por ano.
Os argumentos para tamanho abuso vão desde impostos federais como Imposto de Renda, PIS, confins e CS, além da CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que juntos causa alta incidência ao preço. Na esfera Estadual, ICMS – Impostos de Circulação de Mercadorias e Serviços. Lógico que não convenceram os brasileiros que saíram às ruas em todo o País para reivindicaram redução no preço.
Em Palmas, a redução foi das maiores do país. Segundo sondagem de preços nos principais postos o preço dos combustíveis caiu em até 5,9%, no caso da gasolina, e até 14,5% no caso do etanol, em relação ao levantamento divulgado pelo Procon dia 16.
No Posto Tucunaré, a redução foi de -5,9% no preço da gasolina (R$ 3,20 para R$ 3,01) e -14,5% no álcool (R$ 2,49 para R$ 2,13); no Eldorado a gasolina reduziu 5,4% e o álcool, 9,9%; na Petrolíder, a queda no preço da gasolina foi de 3,5% e no de álcool, de 12,45%; no Posto Amado, o preço da gasolina caiu 2% e está em R$ 2,93 o litro, o de álcool 4,13%, a R$ 2,18 o litro.
Não é justo atribuir a responsabilidade apenas aos donos de postos de gasolina, pode haver excesso de algum posto de vendas, mas nem sempre eles são os vilões isolados do problema. Um dos principais motivos para a queda nos preços é o inicio da colheita e beneficiamento da cana de açúcar nos estados produtores, provocando ajusto no dois combustíveis devido ao aumento da oferta de Álcool, que corresponde a 25% da composição da gasolina.
Não podemos parar, precisamos reivindicar nossos direitos. A audiência pública que propus no mês passado para tratar dos aumentos sucessivos do preço dos combustíveis em todo território nacional, continuará de pé, pois essa elevação surpresa dos preços não pode voltar a acontecer. Já estão convidados a comparecer a audiência o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e o Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Borges Rodrigues Lima.
Ficou o exemplo de que a sociedade quando se organiza impede abusos e faz valer seus interesses. Mas, devemos ficar alerta para não permitir outros abusos nos preços de outros produtos!
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