Ao anunciar apoio ao ex-governador Siqueira Campos na próxima semana, no evento do dia 26, para o qual prefeitos, deputados e lideranças diversas já estão convidados, o senador João Ribeiro estará oficializando uma decisão que seus companheiros já conhecem, e que vem sendo discutida interna corporis – dentro do grupo - nas últimas semanas.
A grande interrogação que paira para filiados, lideranças e detentores de mandato dentro do PR é qual será a atitude do senador diante dos republicanos que não querem seguir o senador no apoio à Siqueira. Ribeiro vai flexibilizar, permitindo que os deputados que desejam permanecer no governo disputem mandato pelo PR, ou vai lhes tirar a legenda? Vai manter o apoio e as emendas que conseguiu em Brasília para os prefeitos que permanecerem com o governo, ou vai retira-lás?
Essas são as perguntas que aguardam resposta a partir da semana que vem. Com o anúncio do apoio oficializado, caberá ao PR que seguirá Siqueira ao lado de Ribeiro, a entrega dos cargos no governo. Entre os que não seguirão, é certo dois deputados estaduais, pelo menos. E alguns prefeitos, a exemplo do próprio Café, que declarou apoio ao governador em seu projeto de disputar a reeleição.
Flexibilidade manteria compromisso
Segundo o deputado estadual Stálin Bucar, o compromisso de Ribeiro com os deputados, ao formar o governo de coalizão, era de que não existia a possibilidade de volta à União do Tocantins. “Na hora de definir o partido, eu ainda pensei em ir para o PMDB, perguntei ao senador se havia chance de voltar a apoiar Siqueira e ele garantiu pra nós que não”, conta Bucar.
O deputado é um dos mais inconformados com a decisão de Ribeiro, embora entenda seus motivos. “Se o João fosse o candidato ao governo, nós estaríamos com ele”, afirmam tanto Bucar quanto Café. Mas sem o senador no páreo para o governo, o compromisso passa a ser com Gaguim, preferencialmente.
Gaguim divide o apoio
Perguntado ainda na Itália sobre como pretende se comportar caso o senador Ribeiro confirme presença na chapa de Siqueira, Gaguim disse que prefere aguardar os acontecimentos. Ainda acredita numa mudança de posição do senador. “O que o João tinha que fazer é lançar sua candidatura ao senado independente de candidato ao governo. Até eu iria no seu lançamento”, argumentou.
Desta forma, o senador manteria o apoio dos prefeitos à sua campanha, sem condicionar os prefeitos e deputados a apoiarem qualquer um dos dois pré-candidatos colocados. Neste quadro, pelo que entendi, não haveria problema para os prefeitos e deputados do PR dividirem à vontade, seu apoio aos possíveis candidatos ao governo.
Uma opção possível, mas que parece difícil de acontecer. Indo para a UT, a tendência do senador é querer levar o partido inteiro. Os que não querem ir, se debatem e cobram o cumprimento da palavra dada pelo senador quando convidou os deputados a se filiarem.
De certo mesmo, é que a posição do PR terá muita influência nesta sucessão. O evento do dia 26 será um divisor de águas que começará a mostrar quem está disposto a seguir qual das correntes. A partir desta data estará nas mãos do senador João Ribeiro (PR) a condução dos seus liderados. Liberar, correndo o risco de dividir o apoio, ou forçar o partido a caminhar com ele, correndo os riscos que esta atitude pode acarretar.
Comentários (0)