Na manhã deste sábado de carnaval, 5 de março, a principal avenida de Taquaruçu, que dá acesso à Serra que leva à Buritirana e de lá Santa Tereza foi fechada de manhã. Em plena Belo Horizonte, desde cedo, o trânsito cedeu espaço à arrumação de tenda e mesas para o carnaval que começaria mesmo no final da tarde e começo da noite.
A rua fechada gerou protestos de quem queria passar e não conseguia. Em toda Palmas, as coisas aconteceram meio improvisadas no primeiro dia de carnaval, simplesmente por que o poder público não assumindo a festa deixou mais solta do que é costume a organização, a vigilância com o trânsito e o aparato de segurança que a Polícia Militar normalmente já dá, não foi o que seria apropriado à uma festa desta magnitude.
Na semana que passou o vereador Fernando Rezende(DEM) manifestou preocupação semelhante na Câmara e oficiou diversas autoridades pedindo atenção com a festa em que é comum crescerem o número de acidentes e incidentes de toda sorte justamente por que o consumo de bebidas aumenta e o controle afrouxa no ritmo da antiga marchinha: “não me leve à mal, hoje é carnaval” (quem se lembra?).
O fato é que desde sexta-feira o movimento aumentou nos supermercados e lojas de conveniência. Sem dinheiro para viajar, aos palmenses que ficaram e gostam da festa só restou beber. A preocupação manifestada pelo vereador da Capital ganhou coro em outros segmentos que também se incomodam com a cidade deixada à sua própria mercê, sem que houvesse uma coordenação central de todas estas forças de segurança, trânsito e primeiros socorros.
Independente de cada instituição saber fazer o seu trabalho, é nítido que um carnaval que acontece esparso pela cidade multiplicou os focos de atenção. Além dos três pontos anunciados: Theotônio, Praia das Arnos e Taquaruçu, onde quer que se ande, há um bar fazendo sua própria festa. Vai ser sem dúvida o carnaval da cachaça, em contraponto a outros carnavais de grandes bandas, atrações musicais e trios.
Embora entenda que a prefeitura não deve ser a patrocinadora oficial da festa, não resta dúvida que cabe ao município fazer a sua parte na coordenação dos serviços públicos que devem ser prestados ao folião. Num ano em que as principais autoridades que se procura não estão na cidade, é de se temer o que possa acontecer nos próximos dias. Tomara que seja um excesso de preocupação, mas nunca houve um ano em que fossem tão temerários os efeitos de uma festa carnavalesca como a deste ano na capital.
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