A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor), cumpriu dois mandados de prisão preventiva no âmbito das investigações decorrentes da Operação Falsa Emergência. De acordo com a corporação, após a primeira fase da operação, deflagrada em 21 de maio, foram reunidos novos elementos de informação que apontam, em tese, para a continuidade de práticas destinadas à ocultação de provas, interferência na produção probatória e alinhamento de versões entre os investigados, o que motivou o pedido das prisões ao Poder Judiciário.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. Além dos dois detidos, foi expedido um mandado de prisão preventiva contra Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pelas investigações como articuladora dos interesses da organização social e uma das principais operadoras do esquema. Como ela não foi localizada durante as diligências das forças de segurança, passou a ser considerada foragida da Justiça. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização da foragida seja repassada às forças de segurança pelos telefones (63) 3901-7202 ou (63) 3901-7203. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
Nota da Prefeitura de Palmas
Em nota atualizada pela Prefeitura de Palmas às 13 horas desta quarta-feira, 10, a a Procuradoria-Geral do Município informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. Acrescenta que a secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia.
Na nota, a gestão municipal assegura que as ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte.
A investigação se debruça sobre o contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, cujo valor global atinge R$ 139.197.927,12 por um período de 12 meses. O acordo já era alvo de contestação e acompanhamento por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO), que em abril havia intimado a gestora a prestar esclarecimentos e recomendado cautela na execução do contrato para não comprometer o atendimento à população.
O espaço permanece aberto para a manifestação das defesas dos citados.
O espaço permanece aberto para a manifestação da Prefeitura de Palmas, da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba e das defesas dos citados.
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